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O fantasma de Mavinga
- 15-Mar-2005 - 23:28
O secretário para a Informação do MPLA, Norberto dos Santos (Kwata Kanawa), declarou, recentemente, em Benguela que não existia intolerância política em Angola. Se assim é, o que se deve dizer dos graves incidentes passados em Mavinga quanto elementos de UNITA comemoravam o 39º aniversário da fundação do partido? Que democracia é esta, que Estado de Direito é este, em um partido da Oposição já não pode içar a sua bandeira num acto comemorativo? É legítimo, mesmo que a UNITA tenha utilizado uma linguagem violenta, como alega Kwata Kanawa, tanta intolerância? Ou será antes um ajuste de contas com a outra guerra de Mavinga ou, ainda, com o fantasma de Jonas Savimbi?
Na versão Kwata Kanawa «tudo começou quando militantes da UNITA começaram a gritar abaixo o MPLA, abaixo o presidente José Eduardo dos Santos».
Assim, pela voz do secretário para a Informação do MPLA ficamos todos a saber que a Oposição só pode dizer “viva o MPLA” e “acima o presidente José Eduardo dos Santos”. Quem se atrever a dizer o contrário leva pela medida grossa. Tão longe está a democracia!
Segundo este dirigente do partido que (des)governa Angola desde 1975, "nessa altura, algumas pessoas, incluindo o regedor da zona, não gostaram e acabaram por se envolver em escaramuças".
Nem mais. Quando não se gosta só há uma solução: porrada neles. Tão longe está a democracia!
Opinião diferente tem, é claro, a UNITA. Alexandre Solombe, assessor de imprensa do presidente da UNITA, acusa o regedor João Solopy de ter provocado os incidentes, garantindo que Gina Chipóia, secretária provincial da UNITA no Cuando Cubango foi informada de que não poderia realizar o acto comemorativo do aniversário do Galo Negro. Acrescenta, aliás, que o antigo tenente-coronel das ex-FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola) João Solopy, actual líder tradicional na região, utilizou armas para intimidar os militantes da UNITA.
Terá sido Mavinga a excepção? Não. Foi a regra. De há muito que a UNITA alerta e comprova a existência de actos de intolerância política contra os seus militantes.
Segundo Kwata Kanawa, "o que é importante é que se transmita a mensagem da convivência pacífica e que as pessoas evitem a violência". Pois. Só falta acrescentar “olhai para o que dizemos e não para o que fazemos”.
Ou seja, todos são angolanos... mas há uns mais angolanos do que outros. A diferença, hoje como há 20 ou 30 anos, está no cartão. Não. Não no cartão de identidade mas, isso sim, no do partido.
orlando@orlandopressroom.com

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