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  Cabo Verde
Cometeram-se "erros graves de perspectiva", afirma o Cardeal Patriarca de Lisboa
- 18-Jan-2003 - 14:33

O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, entende estarem a ser cometidos "erros graves de perspectiva" no combate à SIDA, e um deles é dizer às pessoas que podem fazer tudo, prevenindo-se.

"Toda a gente sabe que isso não dá resultado. A única maneira é uma convergência de elementos transformadores. E não se percebe que esta questão não se resolve só assim, tem de se resolver com uma dimensão cultural, ética", disse o Cardeal Patriarca.

D. José Policarpo, que participou sexta-feira em Cabo Verde no encerramento do IV Encontro das Conferências Episcopais dos Países Lusófonos, "as pessoas tem de reflectir, descobrir os valores das coisas, e mudar".

"Não vamos a lado nenhum com prevenção negativa. É preciso que as pessoas assumam os seus comportamentos. E nós, como bispos, não podemos ter outra posição, porque a perspectiva moral, a perspectiva ética, é a base de toda a assunção humanista cristã. E isto não é por ser a SIDA, a sexualidade", sublinhou.

Na perspectiva de D. José Policarpo "não há soluções humanistas cristãs que não radiquem na liberdade, na mudança interior, no assumir das responsabilidades".

Sobre o preservativo, considerado o melhor meio de evitar a transmissão do vírus nas relações sexuais, o prelado realça que "nunca se fez uma campanha tão grande a um produto ao nível do planeta" e apesar disso os resultados são muito precários".

"O preservativo toca tanto na intimidade das pessoas como outras coisas, e as pessoas não estão para isso. Está demonstrado", observou, no final do encontro de bispos lusófonos, que se realizou entre terça e sexta-feira na Cidade da Praia, Cabo Verde.

Nesse contexto, segundo o Cardeal Patriarca de Lisboa, "é um erro assentar aí as baterias, como combate único". Travar o flagelo da Sida "depende da mudança de consciência".

D. José Policarpo realçou que esse entendimento sobre o erro de perspectiva no combate à SIDA não tem a ver com a sua condição de bispo, pois antes já o escutara do ex- presidente da África do Sul, Nelson Mandela.

Segundo o Cardeal Patriarca de Lisboa, o comportamento em relação à SIDA é idêntico ao que se passou há 50 anos com a tuberculose em Portugal: é uma doença grave e as pessoas escondem-na.

"As pessoas tinham vergonha de ter tuberculose. E a SIDA tem também um pouco esse estigma social", concluiu D. José Policarpo.

Para D. Paulino Évora, Bispo de Cabo Verde, o esclarecimento e a formação da pessoas, e, em caso de necessidade, a denuncia de determinadas propostas que atentem contra a dignidade das pessoas e da própria sexualidade são tarefas que cabem à igreja.

"Essa formação faz parte da vida da pessoa e deve completar a pessoa", sublinhou, destacando que "compete à Igreja a obrigação de completar e de informar de maneira mais correcta conforme com a dignidade da pessoa humana".

Apesar da Sida ser apenas um dos temas em análise no IV Encontro das Conferências Episcopais dos Países Lusófonos, cada um dos participantes expôs a situação em cada país e as preocupações que a doença coloca.

O IV Encontro teve início terça-feira e encerrou sexta- feira. Estiveram presentes 12 prelados, entre eles o Arcebispo de Lubango (Angola), D. Zacarias Kamwenho, e o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.

Estiveram representadas as igrejas católicas de Angola, Moçambique, Brasil, S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné Bissau e Portugal. Tarefas pastorais impediram a comparência de D. Basílio do Nascimento, da Diocese de Baucau, Timor-Leste.

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