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  Cabo Verde
Governo quer punição exemplar para responsáveis pela manifestação
- 16-Mar-2005 - 15:21


O ministro da Administração Interna (MAI) de Cabo Verde garantiu hoje que os responsáveis pela "manifestação ilegal" de cidadãos da costa ocidental de África na capital do arquipélago vão ser exemplarmente punidos.


Júlio Correia afirmou que Cabo Verde é um Estado de direito e as leis têm que ser respeitadas por todos, "incluindo aqueles que escolheram o país para viver".

No entanto, o governante admitiu, desde que sejam cumpridas as normas legais, o diálogo com as associações de imigrantes dos países da costa ocidental de África, nomeadamente da Guiné-Bissau, país de origem da maioria dos manifestantes que hoje de manhã se concentraram junto ao Palácio do Governo, reclamando ao executivo medidas que garantam a segurança destas comunidades em Cabo Verde.

O protesto, que redundou em violência com a intervenção da polícia e o arremesso de pedras por parte dos manifestantes, seguiu- se à morte de um cidadão guineense na terça-feira, vítima de esfaqueamento na sequência de uma tentativa de assalto.

A manifestação, que juntou mais de cinco centenas de pessoas, na maioria guineenses, mas também do Senegal, Guiné-Conacri e Mali, decorreu nas proximidades do Palácio do Governo, cortando o trânsito na mais movimentada artéria da Cidade da Praia.

O MAI cabo-verdiano garantiu que acompanhou de perto o evoluir dos acontecimentos e sublinhou que as forças de segurança "não vão tolerar" situações que enfermem de ilegalidade, adiantando que não havia razão para a manifestação porque o responsável pelo homicídio foi "imediatamente detido" pela polícia e será ainda durante a tarde de hoje presente a tribunal.

Apesar de ter elogiado a comunidade guineense em Cabo Verde, assegurando que é constituída por pessoas que estão a trabalhar honestamente no país, Júlio Correia insistiu na "firme decisão" de não tolerar quaisquer manifestações ilegais.

"Cabo Verde é um Estado de direito, as suas instituições estão a funcionar e o governo está empenhado em garantir, através de medidas fortes, a segurança e a tranquilidade das populações", independentemente da sua origem, frisou.

Entretanto, o presidente da Associação de Guineenses em Cabo Verde, Mariano Gomes, disse à Agência Lusa no local da manifestação, que "estas situações não vão repetir-se" e admitiu apenas novos protestos "desde que devidamente enquadrados na lei do país".

Mariano Gomes sublinhou que os imigrantes guineenses e dos outros países da África Ocidental "estão conscientes de que a insegurança é um problema da sociedade cabo-verdiana" e que "não é uma questão direccionada às comunidades de imigrantes".

Por seu lado, Inácio Ká, irmão do indivíduo morto na terça-feira à facada, por ter resistido a uma tentativa de assalto, garantiu que "já são inúmeras as situações violentas" que envolvem cidadãos do continente, nomeadamente a comunidade da Guiné-Bissau que, nos últimos meses, "já viu morrer dez pessoas" em resultado de agressões ou assaltos.

Em Cabo Verde, onde o próprio governo admite uma ocorrência anormal de crimes graves, muitos deles relacionados com o tráfico de droga, a situação tem gerado uma forte discussão pública sobre a necessidade de medidas urgentes para travar a escalada no crime.

O ministro da Administração Interna, hoje questionado pelos jornalistas, reafirmou que estão a ser tomadas "medidas enérgicas" para por cobro a esta vaga de violência e adiantou que, apesar dos casos estarem em segredo de justiça, todos estão a ser investigados com eficácia pelas autoridades policiais e judiciais.


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