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Entrevista
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A loiça partida por Valentim!
- 23-Mar-2005 - 14:47
Depois de um largo tempo de silêncio, decorrente da observância de um período de nojo, em virtude da morte da sua esposa, vítima de acidente de viação, o ano passado, em Lusaka (capital da Zâmbia), Jorge Valentim concedeu uma entrevista à Rádio Nacional de Angola (RNA).
O membro da Comissão Permanente da UNITA, nessa entrevista, disparou em todas as direcções e revelou que um quarto dos membros do seu partido em todo o País não possui Bilhete de Identidade.
O antigo ministro da Hotelaria e Turismo, sem dó nem piedade, partiu a loiça toda e afirmou sem papas na língua que Isaías Samakuva está a discriminar os “barões” da UNITA e a dificultar o seu regresso ao Parlamento, onde há muito já deveria ter ocupado o cargo de segundo vice-presidente desse órgão de soberania da República de Angola.
No decurso da entrevista, que durou cerca uma hora, Valentim demonstrou que a UNITA era Jonas Savimbi e que o “Jaguar Negro dos Jagas” era efectivamente o Galo Negro, que nos dias de hoje tem dificuldades de levantar voo e de cantar politicamente em Angola, sobretudo em Luanda.
O interlocutor da RNA demonstrou que a UNITA está de tangas e assim poderá ficar durante muito tempo, se Isaías Samakuva continuar a discriminar com a tarimba política intelectual de Paulo Lukamba Gato, Alcides Sakala e de tantos outros que ainda não foram proscritos das fileiras do Galo Negro, sabe Deus como.
A ser verdade o que Jorge Valentim exprimiu à RNA, diríamos que o partido fundado em 1966 no Leste de Angola por Jonas Savimbi está, às vésperas das próximas eleições, a ver a árvore e não a floresta.
Senão vejamos. Como se explica que a direcção da UNITA não tenha criado condições – no quadro dos Acordos do Lwena – para que os seus antigos militares e militantes fossem registados no sentido de se certificar que são cidadãos nacionais.
Por outro lado, a discriminação política a que a nova direcção da UNITA está a votar os chamados “barões” do Galo Negro em nada beneficiará a democracia no País. Pelo contrário, contribuirá ainda mais para a sua fragilização, já de si moribunda por “inanição”.
Desabituada à política urbana e ao debate de ideias, a UNITA corre sérios riscos de acabar nos próximos tempos como a FNLA. Ou seja, transformar-se numa criança grande com quem o MPLA poderá brincar quando bem quiser e entender.

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