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«Justiça decidirá candidatura de Kumba Ialá», diz o primeiro-ministro
- 29-Mar-2005 - 18:05
O primeiro-ministro guineense escusou-se hoje a comentar o apoio do maior partido da oposição a Kumba Ialá para as eleições presidenciais de Junho, sublinhando que cabe ao poder judicial julgar se o ex-presidente tem condições efectivas para tal.
Numa entrevista à Agência Lusa, Carlos Gomes Júnior, igualmente líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), frisou que, além de não querer imiscuir-se nos assuntos internos do Partido da Renovação Social (PRS), não pretende também interferir no poder judicial.
"Não nos vamos imiscuir nos assuntos internos do PRS, que é o maior partido da oposição. Os seus dirigentes têm responsabilidades na tomada das suas decisões", afirmou Carlos Gomes Júnior, depois de questionado sobre a eleição, realizada sábado, de Kumba Ialá como candidato dos "renovadores" às presidenciais de 19 de Junho.
Kumba Ialá foi presidente da Guiné-Bissau entre Março de 2000 e 14 de Setembro de 2003, dia em que um golpe de Estado o afastou do poder e o levou, dois dias mais tarde, a assinar uma declaração de renúncia ao cargo que o impede de exercer qualquer actividade político- partidária nos cinco anos subsequentes, isto é, até 2008.
O ex-presidente alega que assinou a renúncia sob coacção dos militares, os quais, acusa, lhe apontaram "uma arma às costas".
Com base nessa alegação, os advogados de Kumba Ialá apresentaram no Tribunal Regional de Bissau (PRS) um pedido de impugnação, cuja sentença deverá ser anunciada em breve, disse à Lusa fonte judicial.
"A última palavra cabe ao poder judicial, a quem cabe decidir se os candidatos têm condições efectivas para concorrerem às presidenciais", afirmou Carlos Gomes Júnior.
Questionado sobre as críticas do PRS à forma "clandestina" como o "governo e o PAIGC" estão a realizar o recenseamento eleitoral das presidenciais, iniciado a 19 deste mês, o primeiro-ministro e líder do partido governamental manifestou-se "disponível" para dialogar, mas só depois de "alguém apresentar provas".
"Não podemos arranjar perturbações que ponham em causa a imagem externa do país. Se acham que têm provas, que as apresentem. Evitemos é estas constantes perturbações. Todos têm de assumir as suas responsabilidades", argumentou.
Carlos Gomes Júnior salientou que, desde que chegou ao poder, em Maio de 2004, tem apelado ao PRS e aos demais partidos para que façam uma oposição "construtiva e responsável" e contribuam para que este período de transição termine "com a maior normalidade".
"Não somos só nós, os guineenses, com responsabilidades na transição. A comunidade internacional investiu fortemente para ajudar a Guiné-Bissau para que este período decorra da melhor maneira.
Pensamos que temos de, pelo menos, respeitar o esforço financeiro e técnico que tem sido feito para ajudar o país", acrescentou.

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