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Entrevista
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Presidente da República interino não comenta ameaças de Kumba Ialá
- 31-Mar-2005 - 14:28
O presidente interino da Guiné-Bissau Henrique Rosa recusou quarta-feira comentar as ameaças do ex-chefe de Estado guineense Kumba Ialá, que afirmou que reassumirá o poder caso os tribunais o impeçam de concorrer às presidenciais de Junho.
Em declarações aos jornalistas, momentos após regressar a Bissau de uma deslocação a Niamey, Níger, onde participou na reunião anual da União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA), Henrique Rosa afirmou que a Guiné-Bissau é um Estado que se rege pela justiça e legalidade.
"Não tenho comentários nenhuns uma vez que acabei de regressar ao país. Mas a Guiné-Bissau é um país que se rege pela justiça e pela legalidade. Caberá aos tribunais pronunciarem-se. Todo o cidadão deve submeter-se à lei e à ordem", sustentou.
O presidente guineense escusou-se também a comentar se as declarações feitas por Kumba Ialá à Agência Lusa poderão considerar- se um "atentado à segurança do Estado".
"Não ouvi as declarações (de Kumba Ialá) e, como tal, não as posso comentar. Mas, se for verdade o que os jornalistas me contaram, terá de responder sobre isso. As autoridades existem para fazer as suas análises e tomarem as suas responsabilidades", afirmou Henrique Rosa.
Quarta-feira de manhã, Kumba Ialá, momentos depois de se ter recenseado para as eleições presidenciais de 19 de Junho, afirmou à agência Lusa que irá reassumir o poder se os tribunais recusarem a sua candidatura à votação.
Na ocasião, Kumba Ialá não adiantou pormenores sobre a forma como reassumirá o poder mas, mais tarde, numa entrevista à estação de televisão portuguesa RTP, indicou que o fará da mesma forma que o retiraram da Presidência da República, na sequência do golpe de Estado militar de 14 de Setembro de 2003.
Dois dias após o golpe, Kumba Ialá assinou uma carta de renúncia ao cargo, mas agora sustenta que só rubricou o documento porque foi coagido pelos militares.
Nesse sentido, os seus advogados entregaram no Tribunal Regional de Bissau (TRB) um pedido de impugnação com base precisamente na alegada coacção dos militares.
Ao longo de todo o dia de quarta-feira, a Lusa tentou ouvir quer o governo, quer o Ministério Público, quer ainda juízes do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) com o intuito de saber se as declarações de Kumba Ialá podem ser consideradas como "atentatórias à segurança do Estado", mas ninguém se mostrou disponível.
Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, Soares Sambu, o governo vai reunir-se hoje de manhã em Conselho de Ministros, sendo as declarações de Kumba Ialá um dos pontos na agenda de trabalho.

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