| Pesquisar |
|
|
| Notícias |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
| Canais |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
Siga-nos no
Receba as nossas Notícias

Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui |
|
| Serviços |
»
»
»
»
»
|
|
|
| |
Conversas
no
Café Luso |
|
|
|
|
Entrevista
|
|
«Ameaças de Kumba Ialá são atentado à segurança do Estado»
- 31-Mar-2005 - 15:35
O primeiro-ministro guineense afirmou hoje que as declarações feitas quarta-feira pelo ex-presidente Kumba Ialá, que ameaçou reassumir o poder caso os tribunais o impeçam de concorrer às eleições presidenciais, constituem "um atentado à segurança do Estado".
"É um atentado à segurança do Estado e à segurança da nossa população e que vamos seguir com toda a atenção. Não queremos ir pela via da força. Queremos a via do diálogo. Desaconselhamos é qualquer tipo de manifestação, qualquer tipo de desacatos que ponham em causa a ordem pública", afirmou o primeiro-ministro.
Carlos Gomes Júnior falava aos jornalistas depois de se ter reunido sucessivamente com representantes do Gabinete das Nações Unidas na Guiné-Bissau (UNOGBIS), da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e com o embaixador de Portugal em Bissau, José Manuel Pais Moreira.
Visivelmente irritado, Carlos Gomes Júnior nada disse sobre se o antigo presidente guineense, deposto no golpe de Estado de Setembro de 2003, irá ser detido ou alvo de qualquer acção judicial, limitando-se a adiantar que a Guiné-Bissau é um Estado de Direito e que, com ele, "não se brinca".
"Não estamos aqui para brincadeiras. O Estado é o Estado. Este é um governo legitimamente eleito, tem o poder do Estado e responderá com o Estado" às declarações de Kumba Ialá, referiu, questionando:
"(à) quem vier fazer ameaças, nos termos em que foram feitas (por Kumba Ialá) para tomar o poder, terá de se justificar. Ele (Kumba Ialá) vai ocupar o poder porquê? Com que base?".
"As declarações são preocupantes. Enquanto Estado, não vamos permitir desacatos seja de quem for, nem perturbações na ordem pública. Se alguém o fizer, agiremos com força", frisou Carlos Gomes Júnior, sem, contudo, especificar que medidas tomará o executivo.
"Se há falta de autoridade do Estado, nós, na hora própria, daremos conta de que, de facto, o Estado existe", afirmou o primeiro- ministro, mais uma vez sem adiantar pormenores e não comentando perguntas dos jornalistas sobre se as declarações de Kumba Ialá não constituem já, em si, razão suficiente para uma acção judicial.
Declarando-se "apreensivo" com a situação, Carlos Gomes Júnior disse que convocou para hoje de manhã sucessivos encontros com representantes da comunidade internacional, para lhes manifestar a preocupação do executivo em relação ao actual momento político.
"O Estado está a fazer um esforço muito grande e a comunidade internacional está empenhada em ajudar a Guiné-Bissau a ultrapassar todas as dificuldades para que o país regresse à normalidade institucional com as eleições de 19 de Junho. Fizemos um apelo à comunidade internacional para tentar reunir com as pessoas para as chamar ao bom senso", explicou.
Imediatamente após as declarações aos jornalistas, o governo reuniu-se de emergência em Conselho de Ministros para analisar o momento político, quer com as ameaças feitas por Kumba Ialá quer em relação à possibilidade de regresso de outro ex-presidente guineense ao país, João Bernardo "Nino" Vieira.
Quarta-feira, numa entrevista à Agência Lusa, Carlos Gomes Júnior afirmou que o governo guineense não poderá garantir a segurança de "Nino" Vieira na Guiné-Bissau, onde tem previsto regressar em meados de Abril.
O também líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder) sublinhou, por outro lado, que se "Nino" Vieira regressar à Guiné-Bissau terá de enfrentar a justiça.

Ver Arquivo
|
|
 |
| |
|
| |
|
|
|
|
|