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Presidente diz que «Nino» Vieira pode regressar desde que venha em paz
- 5-Apr-2005 - 18:08
O presidente guineense afirmou hoje que o ex-presidente João Bernardo "Nino" Vieira, exilado em Portugal, pode regressar ao país "desde que venha em paz" e para ajudar a Guiné- Bissau a sair da difícil situação em que se encontra.
"Não vejo mal nenhum no regresso de Nino Vieira. Tenho dito sempre que todos os filhos da Guiné-Bissau que queiram ajudar na tarefa de fazer sair o país da situação difícil em que se encontra são bem-vindos", disse Henrique Rosa em resposta a uma questão levantada pelos jornalistas após regressar de uma visita de dois dias ao Senegal.
Henrique Rosa, que não indicou que medidas tomará se "Nino" Vieira não vier em paz, esteve em Dacar a participar nas festividades do 45º aniversário da independência do Senegal, assinalada segunda- feira.
Segundo Jorge Pinto, coordenador do "Grupo dos 30.000", organização que está a promover o regresso do antigo chefe de estado guineense, este está "iminente", podendo ocorrer entre quarta e quinta- feira.
De acordo com estas informações, "Nino" Vieira virá a Bissau para se recensear e para depositar a sua candidatura, como independente, às eleições presidenciais de 19 de Junho próximo.
O presidente guineense disse não ver motivo algum que possa proibir o regresso de "Nino" Vieira ao "país que o viu nascer" desde que, sublinhou, "venha com espírito de paz".
"Todos aqueles que sejam homens de paz, homens que queiram ajudar a Guiné-Bissau a recuperar a paz e a estabilidade, através da sua influência, são bem-vindos", insistiu Henrique Rosa, afirmando que estava a saber da notícia de um hipotético regresso de "Nino" Vieira ao país através da Lusa.
No entanto, reafirmou que não coloca qualquer objecção a esse propósito desde que o antigo presidente não tenha nada em que "esbarre" tal pretensão, alusão implícita à Justiça.
"Estou a saber agora desta notícia em primeira mão. Não faço grandes comentários. Mas digo que, na minha qualidade de chefe de Estado, todos os filhos da Guiné-Bissau têm plenos direitos de virem ao seu país, desde que não haja nada que os esbarre nessa pretensão", esclareceu.
Referindo-se a figura "lendária" de "Nino" Vieira, o chefe de Estado guineense lembrou que o antigo presidente é um ex-guerrilheiro que combateu pela causa da liberdade da Pátria, sendo por este motivo personalidade de "peso" na história do país.
Henrique Rosa fez estas declarações ao lado do primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, cuja opinião sobre um eventual regresso de "Nino" Vieira vai no sentido de não "facilitar a vida" ao antigo chefe de Estado.
Carlos Gomes Júnior não falou aos jornalistas mas, na semana passada, numa entrevista à Lusa, afirmou que, enquanto chefe do governo, não poderá garantir a segurança de "Nino" Vieira caso o ex- presidente decida regressar ao país.
Falando das festividades do 45º aniversário do dia da independência do Senegal, Henrique Rosa destacou o "brilho" da festa e a "pujança" da Nação senegalesa demonstradas nas celebrações.
"Foi bonito ver a harmonia que reina no seio do povo senegalês, facto só possível pelo clima de paz e de tranquilidade que o país respira. Fiquei marcado e sensibilizado pelo que vi" nas festividades, contou.
O presidente guineense destacou, nesse particular, as demonstrações feitas pela juventude, pelos militares e paramilitares, sublinhando ter ficado mesmo com "inveja" do Senegal.
Henrique Rosa, que não comentou o teor de um encontro que manteve com os seus homólogos senegalês, Abdoulaye Wade, e cabo-verdiano, Pedro Pires, fez-se acompanhar nesta sua deslocação ao Senegal pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMFGA), general Tagmé Na Waie, que não prestou declarações.

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