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África do Sul é cemitério de portugueses
- 9-Apr-2005 - 17:27
Os portugueses (e não só eles, é claro) continuam a morrer na África do Sul. Continuam a ser cobardemente assassinados. Só este ano já foram oito. Apesar de alguns bons esforços para reduzir a criminalidade, a pátria de Nelson Mandela parece decidida, apesar de ter o bilhete na mão, em perder o comboio do progresso. As autoridades sul-africanas teimam em confundir a beira da estrada com a estrada da Beira e, por isso, em vez de tentarem levar a carta a Garcia (e os portugueses seriam vitais nessa tarefa) deitam-na na primeira valeta que encontram.
Correm o risco de, como a grande maioria dos seus vizinhos, escrever mais algumas trágicas e sangrentas páginas da História de África. Correm o risco de entregar o ouro ao bandido, ou seja, perder a viagem para a democracia e embarcar no Titanic da guerra civil.
Convenhamos, contudo, que este é também um drama real que se escreve, vive e sente em português.
Convenhamos, igualmente, que Portugal, a Europa e os EUA estão mais preocupados com outras partes do mundo. Foi preciso morrerem 300 mil pessoas em Darfur (Sudão) para a comunidade internacional dizer que vai acordar.
Enquanto África tiver petróleo, diamantes etc. bem podem matar-se uns aos outros... até porque essas riquezas são uma boa forma de pagamento das armas que tanto americanos como europeus não se cansam de para lá enviar.
E se morrem todos não haverá problemas... as riquezas continuarão lá.
Seja como for, Portugal tem de fazer alguma coisa... nem que seja reeditar, com algumas adaptações, a ponte aérea de 1975. Readaptações porque, creio, desta vez não teremos um primeiro-ministro, Vasco Gonçalvez, a dizer que esses portugueses são um fardo difícil de transportar e que o melhor é metê-los todos no Campo Pequeno.
Provavelmente o nosso actual primeiro-ministro estará a actuar no segredo dos deuses para dar uma mão na resolução do caso.
Ou será que está mais preocupado com a tese de quem se meter com o PS... leva? Ou será que os portugueses que estão na África do Sul são, como o foram os que fugiram de Angola, Cabinda, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste, cidadãos de segunda?
Ou será que vamos ouvir o primeiro-ministro de Portugal (este ou qualquer outro) dizer: «Agora que o animal estava a aprender a viver sem comer... morreu»?
orlando@orlandopressroom.com

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