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  Cabo Verde
«Nino» Vieira entrou no país como um mercenário, acusa o primeiro-ministro
- 10-Apr-2005 - 19:09


O primeiro-ministro guineense afirmou hoje que "Nino" Vieira entrou no país "como um mercenário", prometeu accionar judicialmente os "lacaios" envolvidos no regresso do ex- presidente à Guiné-Bissau e garantiu que não se demitirá do governo.


Numa conferência de imprensa em Bissau, Carlos Gomes Júnior negou as acusações de falta de autoridade do Estado, afirmou que a remodelação governamental vai para a frente "em breve", e que a força política de que é líder, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vai analisar a atitude de "certos militantes" e que manterá o apoio a Malam Bacai Sanhá nas presidenciais de Junho.

"Se Nino Vieira, como cidadão, entendeu que deveria regressar ao país (após seis anos de exílio em Portugal), devia certificar-se que há uma série de formalidades a cumprir, mas não entrar como um mercenário. Entrou no país como um mercenário, numa aeronave militar, com armamento e com tropa estrangeira", afirmou.

Ao longo da sua intervenção inicial, Carlos Gomes Júnior, que criticou a "arrogância e desrespeito pelo povo guineense" por parte do ex-presidente, lembrou que "Nino" Vieira "já tem o hábito de chamar a tropa estrangeira", numa alusão ao conflito militar de 1998/99.

Na ocasião, o então presidente pediu o auxílio aos vizinhos Senegal e Guiné-Conacri para combater a rebelião desencadeada pela Junta Militar, acabando os reforços por sucumbir à estratégia das tropas comandadas pelo já falecido brigadeiro Ansumane Mané.

"Queremos só alertar Nino Vieira que só não actuámos pelo respeito que temos pela Guiné-Conacri, um país que nos ajudou desde os primórdios da luta de libertação (1963/74). A actuação leviana de uma ou outra pessoa não pode pôr em causa as nossas relações", sublinhou, alertando que a questão com Conacri será tratada a nível diplomático.

O primeiro-ministro e líder do PAIGC denunciou a forma "abusiva" como se delineou o regresso do ex-presidente, lembrando a violação do espaço aéreo, a utilização de um helicóptero militar e a inexistência de uma autorização oficial para aterrar no Estádio 24 de Setembro.

"Os seus seguidores e lacaios vão ser alvo de inquérito. Vamos deixar a justiça e a legalidade democrática funcionar", afirmou Carlos Gomes Júnior, acusando "Nino" Vieira de ser "um ex-presidente que fugiu do seu povo e um ex-general que fugiu das suas Forças Armadas".

"Enquanto chefe de um governo legitimamente eleito, vou pedir responsabilidades e manter-me firme no meu posto, porque fui eleito, tenho um mandato para cumprir e sei que a maioria da população está e estará do meu lado", acrescentou.

Carlos Gomes Júnior apelou à população para que se lembre do que se passou durante o conflito de 1998/99, em que famílias inteiras "foram obrigadas a fugir" para o exterior, perdendo os seus bens, e que morreram "ingloriamente dezenas de guineenses".

"Tendo em conta a memória recente, não podemos pactuar com a impunidade. Por isso, não podemos estar constantemente a pactuar com os desmandos do senhor Nino Vieira", defendeu.

Carlos Gomes Júnior indicou, por outro lado, não ter conhecimento oficial do pedido de desculpas público formulado por "Nino" Vieira, exortando os promotores do seu regresso a fazê-lo formalmente.

"Temos instâncias judiciais para proceder em conformidade com a lei", avisou, afirmando que a reconciliação nacional em curso "tem normas" e que o seu executivo tudo fará para que se respeite a legalidade constitucional, que "Nino Vieira terá de aceitar.

"Não temos nada contra o cidadão Nino Vieira. O governo não o recebeu, mas a nossa recusa é uma homenagem a uma larga maioria da população que não pode dizer basta às constantes humilhações a que tem submetido o povo guineense", realçou.

Em relação aos dirigentes do PAIGC envolvidos no regresso do ex-presidente, Carlos Gomes Júnior adiantou que foi convocada para a próxima semana uma reunião do Comité Central do partido governamental "para analisar o comportamento de certos militantes".

"Infelizmente, ainda são dirigentes do PAIGC", afirmou Carlos Gomes Júnior, numa alusão às posições públicas críticas assumidas por Aristides Gomes, 1º vice-presidente, Cipriano Cassamá, líder parlamentar, e Hélder Proença, membro da Comissão Permanente.

Garantindo para breve uma remodelação governamental, o primeiro-ministro sublinhou que será feita "no quadro legal do exercício" das suas funções, "sem pressões" e com medidas "objectivas e correctivas".

Desvalorizou, por outro lado, as críticas de falta de autoridade do Estado, considerando-as "normais em democracia", sublinhando que "não se pode agradar a todos".

"Para nós, o que é salutar são os relatórios da comunidade internacional, que são altamente positivos para o governo", afirmou.

"Temos compromissos para viabilizar o país, mas viabilizar com calma, com paz e com estabilidade, de forma a termos uma imagem credível perante a comunidade internacional. Mas há pessoas que são saudosistas, que talvez estejam a pensar na época dos fuzilamentos, de prisões arbitrárias. Nós somos contra a violência", sustentou.

Carlos Gomes Júnior desvalorizou também a existência de alas dentro do PAIGC, situação que é "normal dentro de um grande partido".

"Alguns podem gostar de Nino, mas são uma minoria. Outros podem gostar do projecto Carlos Gomes Júnior, que tem uma maioria. E há uma direcção que tem de gerir essas sensibilidades", afirmou.

Por outro lado, reiterou o apoio a Malam Bacai Sanhá, escolhido há cerca de duas semanas como o candidato do partido às eleições presidenciais de 19 de Junho, sublinhando que a direcção superior do PAIGC já deu essas orientações às bases do partido.

Sobre o eventual apoio que "Nino" Vieira terá tido por parte dos militares, Carlos Gomes Júnior afirmou que a questão vai ser averiguada, mas sublinhou que, na passada quinta-feira, as chefias das Forças Armadas garantiram "total subordinação" ao poder político.

Questionado sobre se, de futuro, aceitará receber "Nino" Vieira no seu gabinete, Calos Gomes Júnior respondeu que sempre esteve disposto a receber as pessoas, "mas na base do respeito". E concluiu: "Mas na base da arrogância e da falta de respeito não recebo ninguém".


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