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Regresso de «Nino» adensa dúvidas e gera crise política
- 11-Apr-2005 - 14:22


A confusão política instalou-se na Guiné-Bissau na sequência do regresso ao país do ex-presidente "Nino" Vieira, alterando o panorama eleitoral das presidenciais de Junho e acentuando as dúvidas sobre o futuro político imediato de Kumba Ialá.


Por José Sousa Dias
da Agência Lusa

As dúvidas desencadearam uma crise política e surgiram no momento em que os dois ex-presidentes, ambos derrubados em golpes de Estado, se afirmaram dispostos a apoiar-se um ao outro, dependendo de quem se apresentar na corrida presidencial.

Sábado, "Nino" Vieira e Kumba Ialá sorriram para as fotografias, abraçaram-se com grandes e sonoras gargalhadas e brincaram um com o outro, mas não dissiparam as dúvidas sobre quem, de facto, vai avançar até ao dia da votação.

Das quase duas dezenas de pré-candidatos, apenas um - o antigo primeiro-ministro Francisco Fadul, líder da segunda força da oposição - passou da intenção e formalizou a candidatura no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), onde a documentação tem que ser entregue até 19 de Abril.

No entanto, a partir de segunda-feira, o STJ vai ser palco de grande agitação, uma vez que é precisamente Kumba Ialá quem vai dar o pontapé de saída - existem dúvidas sobre se a sua candidatura se manterá até ao fim -, seguido pelas mais de dezena e meia de personalidades políticas que manifestaram a intenção de concorrer.

"Nino" Vieira, que esteve de quinta-feira a sábado em Bissau, regressando ao país seis anos após ter sido afastado do poder, não chegou a abrir o jogo, indicando, por um lado, que nenhuma força política o convidou para ser candidato e, por outro, afirmando que terá de pensar duas vezes para se apresentar como independente.

Recebido entusiasticamente por aqueles que se mantiveram ao seu lado depois do conflito militar de 1998/99, aparentemente uma minoria, "Nino" Vieira acentuou, contudo, as graves divergências no Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de que foi líder de 1980 a 1998.

As divergências já foram assumidas publicamente por vários altos dirigentes do partido que actualmente sustenta o governo, como Aristides Gomes, 1º vice-presidente, e Cipriano Cassamá, líder da bancada parlamentar, que apoiaram inequivocamente o regresso de "Nino" Vieira ao país e hostilizaram deliberadamente o actual líder do PAIGC, que, um dia após a partida do ex-presidente, passou hoje ao ataque.

Em conferência de imprensa, Carlos Gomes Júnior, também primeiro-ministro, afirmou que o governo está coeso e firme, que não se demitirá nem do executivo nem da liderança do partido, que manterá o apoio ao candidato já escolhido, Malam Bacai Sanhá, e que julgará, dentro do PAIGC, a ala "Ninista" que o hostiliza publicamente desde que foi empossado, em Maio de 2004.

Contundente nas suas declarações, Carlos Gomes Júnior, que mantém desde 1998 graves divergências políticas com "Nino" Vieira, viajou ao passado para salientar a diferença entre uma "administração corrupta" que cimentou o regime de 18 anos do ex-presidente e a legalidade constitucional que tenta impor desde que chegou ao governo.

O primeiro-ministro foi ainda mais longe quando, ao relembrar o passado de "Nino" Vieira, sustentou que o facto de não o ter recebido em audiência é uma homenagem a todos aqueles que não têm possibilidade de dizer basta às humilhações cometidas pelo antigo chefe de Estado.

Argumentou que "Nino" Vieira foi um "ex-presidente que fugiu do seu povo" e um "ex-general que fugiu das suas tropas" e lembrou que foi o ex-chefe de Estado que, ao provocar uma guerra, provocou também a morte "inglória" de dezenas de guineenses.

Desta forma, Carlos Gomes Júnior vem a terreiro relembrar algumas das acusações, aparentemente nunca formalizadas na justiça - o então Procurador-Geral da República (PGR), Amine Saad, tem-se escusado sistematicamente a falar à imprensa -, de que "Nino" Vieira foi alvo e que estão na génese do conflito militar de 1998/99.

Mas "Nino" Vieira conta com o apoio de uma importante franja, não só PAIGC como também da própria população, agastada com inúmeros conflitos e que anseia pela paz, com base na ideia de que só "Nino" Vieira é capaz de promover a unidade nacional e, ao mesmo tempo, pôr cobro à violência e ao tribalismo no país.

Se "Nino" Vieira se candidatar, o PAIGC sairá enfraquecido no apoio ao seu candidato, mas restará também saber - os dois ex-chefes de Estado não abriram o jogo - se ambos concorrem, se só um o fará e, se tal acontecer, qual deles avançará e irá até ao fim.

O facto de Kumba Ialá formalizar segunda-feira a candidatura, mesmo com um processo judicial em curso que poderá afastá-lo da corrida, não impede que, mais tarde, possa eventualmente desistir em favor de "Nino" Vieira, caso o ex-presidente avance.

A confusão, contudo, adensa-se a partir do momento em que os coordenadores dos movimentos da sociedade civil que promovem o regresso à actividade política de "Nino" Vieira e Kumba Ialá já pediram à comunidade internacional para fazer "lobby" no sentido de convencer um dos dois a desistir em favor do outro.

Na prática, tal como confirmaram à Agência Lusa fontes diplomáticas e dos organismos internacionais, pedem que a comunidade internacional convença "Nino" Vieira a abdicar em favor de Kumba Ialá e, ao mesmo tempo, que convença o segundo a fazer o mesmo em prol do primeiro.


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