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  Cabo Verde
Germano de Almeida «totalmente contra» entrada do arquipélago na UE
- 11-Apr-2005 - 19:04


Germano de Almeida, um dos mais importantes escritores de Cabo Verde, é "totalmente contra" a entrada do arquipélago na União Europeia, se vierem a verificar-se "raciocínios de estratégia política" nesse sentido.


O autor de "O Testamento do Senhor Nepumoceno da Silva Araújo" vai mais longe e, num artigo de opinião publicado no jornal A Semana, garante que a entrada de Cabo Verde na UE, se se chegar a esse ponto, terá de ser precedida de um referendo nacional no qual se compromete a "fazer campanha pelo não".

A possibilidade de Cabo Verde aderir à União Europeia foi avançada em Lisboa, há cerca de um mês, numa iniciativa do ex- presidente da República Mário Soares e de Adriano Moreira, avançando um patamar na estratégia do governo cabo-verdiano que, há pelo menos quatro anos, delineou como prioridade a obtenção do estatuto de parceiro especial de Bruxelas.

Germano de Almeida, recorrendo à ironia, assegura no texto que nada tem contra um "lugarzinho num pátio quentinho" da Europa, tendo como referência o estatuto especial na UE, mas, quanto à adesão, afirma não acreditar em que "tal venha a acontecer".

"Nós - Cabo Verde - não podemos ser europeus, porque somos pretos!", pontua.

O escritor admite que a petição de Mário Soares e Adriano Moreira acerta quando diz que Cabo Verde é "a melhor expressão das sínteses culturais que a experiência euromundista produziu", mas ressalva: "Na mesma, continuamos a ser pretos!".

Ser "preto", neste contexto, para Germano de Almeida, é ser africano nas suas mais nefastas consequências para o cidadão deste continente, avançando com alguns exemplos, entre os quais o facto de, quando se desloca a Portugal, ser obrigado, na fronteira, a abrir as malas, sem excepção.

"Temos, é verdade, uma cultura mestiçada, mas, na realidade somos pretos", insiste, e, citando Umberto Eco, adianta que, "entre os ricos não há racismo", mas os cabo-verdianos também têm "o azar de ser pobres".

"Não vale a pena - observa - ter a ilusão de que seremos aceites na União Europeia como iguais. E o homem cabo-verdiano não tem condições para ser inferior".

Para o autor de "O Mar na Lajinha", o seu último livro, o facto de os cabo-verdianos serem "pretos" é também a razão maior pela qual esta ex-colónia portuguesa "nunca alcançou a adjacência", ao contrário dos arquipélagos da Madeira e dos Açores.

Fazendo ainda outra analogia, compara a ligação de Cabo Verde à Europa com a umbilical relação entre este país e a Guiné-Bissau nos primeiros anos de independência, quando estava em curso um processo que pretendia levar à unidade entre os dois países.

Esse processo abortou em 1980, com o golpe de Estado liderado por João Bernardo "Nino" Vieira, que redundou no chamado "movimento reajustador" e na consequente separação.

"A unidade Guiné-Cabo Verde foi vivida de forma apaixonada(...)Eu, pela minha parte, nunca tomei posição sobre o tema porque nunca acreditei que tal se viesse a verificar", disse.

A concluir, o escritor aconselha o governo de Cabo Verde e o primeiro ministro, José Maria Neves, a seguirem, porque "é mais avisado", a linha até aqui defendida: a de um estatuto especial com a União Europeia para que Cabo Verde possa "caminhar devagarinho" rumo "a um qualquer futuro".


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