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Timorenses - Assim não vão lá!
- 20-Apr-2005 - 19:37
Timor-Leste vive agora uma situação complicada. Talvez a mais difícil desde que se tornou independente. Igreja Católica e Governo não se entendem e vão trocando acusações de golpe de Estado, de regime ditatorial e outros mimos que em nada prestigiam o país. Uma Nota Pastoral foi mesmo ao ponto de criticar as "democracias marxistas de modelo chinês ou terceiro-mundista retrógrado". As verdades (e cada um tem as suas) terão, quiçá, tempos certos para serem ditas. Não é que deixem de ser verdades se ditas fora do tempo. Mas todo o cuidado é pouco. Neste caso, parece-me que o Governo e a Igreja falam quando deviam estar calados e estão calados quando deveriam falar.
Deixem-me recordar algumas afirmações de Xanana Gusmão numa entrevista que me concedeu e que foi publicado no Jornal de Notícias em 13 de Fevereiro de 1999.
“A partir de agora não teremos mais desculpas. Temos de provar a todos, nomeadamente à Indonésia de que somos capazes. Não vamos exigir à Indonésia, ou à comunidade internacional, as responsabilidades que são apenas nossas. Teremos de ser nós a tratar do nosso destino. Temos de provar que temos capacidade e não defraudar a confiança que estão a colocar em nós”, afirmou então Xanana Gusmão.
Embora o presidente da República se mantenha a leste desta polémica, importa que os timorenses se recordem destas palavras. Afinal, ao que parece, estão cada vez mais longe de “provar que têm capacidade” para “tratar do seu destino”.
“Todos os timorenses, estejam ou não no território, devem reflectir sobre os próximos e difíceis desafios. Reflectir de forma consciente e séria. Eu prefiro a independência. Mas não a prefiro a qualquer preço. A independência não se consegue, ou não se constrói, com um simples içar da bandeira. É preciso trabalhar muito. É preciso estar preparado. Não basta querer, é preciso saber querer.”
Bem pregava Xanana Gusmão. “A independência não se consegue, ou não se constrói, com um simples içar da bandeira”...
orlando@orlandopressroom.com

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