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Chissano empenhado em eleições justas e democráticas
- 3-May-2005 - 14:00


O enviado especial do secretário-geral da ONU para a Guiné-Bissau afirmou hoje que pretende congregar todos os esforços para que as eleições presidenciais guineenses, marcadas para 19 de Junho, decorram de forma "justa e livre".


O ex-presidente moçambicano Joaquim Chissano, que chegou segunda-feira a Bissau às 22:00 locais (23:00 em Lisboa), escusou-se, contudo, a caracterizar o actual momento político-militar na Guiné- Bissau, argumentando que vai primeiro ouvir "todos os actores" guineenses.

"Vim inteirar-me da situação e, a partir daí, ver que passos podem ser dados para apoiar, em nome do secretário-geral (Kofi Annan), a Guiné-Bissau a criar as condições para que haja eleições livres e justas e também um clima de paz e harmonia", afirmou.

Segundo Chissano, que é acompanhado pelo embaixador de Moçambique Carlos Santos, a sua missão é claramente em nome das Nações Unidas, mas "é evidente", sublinhou, que é "um amigo" da Guiné-Bissau, país que acompanha há quase quatro décadas.

"Sou companheiro de luta do povo guineense desde os anos em que lutávamos pela independência dos nossos países. Trabalhei um pouco com todos os dirigentes do país, desde Amílcar Cabral até Henrique Rosa, passando por todos os outros (presidentes)", afirmou.

O ex-presidente moçambicano manifestou-se, contudo, convicto de que, ao longo dos cinco dias que se prevê passar em Bissau, os guineenses vão ajudar e encontrar uma resposta "positiva".

"Espero encontrar uma resposta positiva, tal como os guineenses sempre me habituaram a dar, através de um diálogo franco e aberto", afirmou Chissano, que já esteve em Bissau em ocasiões de crise.

Sobre o que pensa fazer depois de ouvir todos os que pretende, o enviado especial do secretário-geral da ONU respondeu que irá propor "as medidas que se impõem para que a situação volte a normalizar-se.

"Interessa-me que haja eleições livres e justas, mas interessa- me também que haja uma normalização da vida da população do país", acrescentou.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros guineense disse aos jornalistas tratar-se se uma missão delineada por Kofi Annan e que visa "ajudar o processo de transição na Guiné-Bissau".

"Muito dependerá da avaliação que o presidente Chissano fizer e, na medida do possível, lançar as pontes para que a tranquilidade e a paz prevaleçam antes, durante e depois das eleições", afirmou.

Soares Sambu disse "desconhecer" qualquer indicação sobre a vinda a Bissau, esta semana, dos presidentes da Nigéria, Olusegun Obasanjo, Senegal, Abdoulaye Wade, e Cabo Verde, Pedro Pires.

No entanto, fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros guineense adiantou à Lusa que Obasanjo, também líder da União Africana (UA), bem como Alpha Oumar Konaré, o ex-chefe de Estado do Mali e actual presidente da Comissão da União Africana, estão terça-feira em Dacar para um encontro com Wade.

Nesse sentido, Obasanjo, Konaré e Wade, a que se juntará Pedro Pires, poderão deslocar-se quarta-feira a Bissau para encontros com as autoridades civis e militares, na véspera de o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) anunciar quais dos 21 candidatos estarão em condições de se apresentar às presidenciais.

Além de Soares Sambu, o ex-presidente de Moçambique era aguardado pelo chefe do Gabinete das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNOGBIS), o também moçambicano João Bernardo Honwana, bem como por representantes do corpo diplomático, entre eles o embaixador de Portugal, José Manuel Pais Moreira.

Oficialmente, Chissano ficará até sábado na Guiné-Bissau, embora fonte do MNE guineense tenha indicado que há a possibilidade de poder prolongar a estada até ao início da próxima semana.

Até sábado, o ex-presidente moçambicano terá uma agenda carregada que começa já hoje, com encontros ao mais alto nível, como o chefe de Estado, presidente do Parlamento, primeiro-ministro, presidente do STJ e autoridades militares e religiosas.

Durante a sua estada, Chissano terá também encontros com candidatos às presidenciais, partidos políticos, organizações internacionais e da sociedade civil e ainda com o corpo diplomático acreditado em Bissau.

O ex-presidente moçambicano foi nomeado sexta-feira por Kofi Annan como seu enviado especial para a Guiné-Bissau, país que está a braços com uma grave crise político-militar, tendo como pano de fundo as presidenciais de Junho.

A votação é o culminar do período de transição iniciado logo após o golpe de estado de 14 de Setembro de 2003, que destituiu o regime do então presidente Kumba Ialá.


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