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  Entrevista
Auto-proclamação de Kumba Ialá é acto «infeliz»,diz Joaquim Chissano
- 16-May-2005 - 16:53


O enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau declarou hoje que a auto-proclamação de Kumba Ialá como presidente guineense foi um acto "infeliz" e "não se compreende" que tente agora "entravar" o processo eleitoral.


"Foi um acto infeliz. Se Kumba Ialá tem a popularidade que diz ter, deve utilizar esse mesmo argumento para se apresentar nas presidenciais, tal como os outros", advogou o ex-presidente moçambicano Joaquim Chissano, em declarações à RDPÁfrica na África do Sul, onde se encontra em trabalho.

Segundo Chissano, a posição de Kumba Ialá "não vai ser apoiada por ninguém" da comunidade internacional, a não ser por um "grupo que irá criar distúrbios", de que não fazem parte os militares.

"Penso que ninguém vai apoiar esta posição de Kumba Ialá, excepto um grupo que irá criar distúrbios na Guiné- Bissau. Pelas primeiras reacções dos militares, e pelas promessas que me fizeram durante a minha estada em Bissau (de 02 a 10 deste mês), garantiram-me categoricamente que não iriam apoiar militarmente nenhum candidato", frisou Chissano.

Na entrevista à RDPÁfrica, o enviado especial de Kofi Annan afirmou ter conhecimento de que, "já hoje", houve reacções da cúpula militar guineense "contra a atitude de Kumba Ialá".

O ex-presidente moçambicano foi mais longe e confessou que, durante a sua estada em Bissau, Kumba Ialá o pressionou para que interviesse junto das instâncias competentes para que fosse aceite como candidato às presidenciais.

"Quando estive em Bissau e falei com ele, tudo quanto fez foi fazer uma grande pressão sobre mim para que eu interviesse de forma a que fosse aceite como candidato e nunca pôs em questão a data das eleições, 19 de Junho, que sabia muito bem que o período de transição terminaria após a tomada de posse de um presidente eleito", assinalou.

"Nesse período de transição - prosseguiu -, Kumba Ialá também sabia muito bem que havia um presidente interino e que só cessaria funções com as eleições. Não se compreende que tenha tomado esta decisão".

Para Chissano, não interessa saber quais os objectivos da decisão de Kumba Ialá mas, sim, as consequências da sua acção, pois, admitiu, podem levar à interrupção do processo eleitoral.

"Poderia desestabilizar a Guiné-Bissau e fazer sofrer mais o povo guineense, porque a comunidade internacional não iria apoiar essa posição e, portanto, seriam criadas mais dificuldades para se apoiar económica e socialmente o país. E nós só queremos criar condições para que se restaure o processo económico para o bem-estar do povo guineense", sustentou.

No entender de Chissano, as declarações de Kumba Ialá são "também infelizes", uma vez que o ex-presidente, destituído na sequência do golpe de Estado de Setembro de 2003, "aceitou" as regras de um processo que começou e que visa o retorno à normalidade constitucional, pelo que, insistiu, "deve ir até ao fim".

"Há um período de transição que foi estabelecido e que termina com a tomada de posse do novo presidente eleito. É verdade que as eleições deveriam ter tido lugar no dia 08 (deste mês), mas, por questões técnicas, não foi possível organizá-las, pelo que se arranjou uma nova data, uma data que também é problemática porque o tempo é curto", afirmou o enviado de Kofi Annan.

Chissano, que esteve este mês 10 dias em Bissau, altura em que se reuniu com todos os actores políticos e da sociedade civil guineenses, indicou que, nessa ocasião, foram envidados "todos os esforços para que a data fosse respeitada".

"Todas as forças estavam de acordo, tanto mais que, durante a minha estada na Guiné-Bissau, tratava-se apenas de legalizar as candidaturas que estavam propostas. A candidatura de Kumba Ialá, depois de muita polémica, de muita discussão, foi aceite pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e, portanto, não se compreende que, agora, que já está aceite como candidato, tente entravar o processo", realçou.

Chissano apelou a todas as partes para se manterem calmas e fazerem valer o consenso, de forma a evitar que se interrompa o processo eleitoral, que tem base na reconciliação do povo guineense.

Chissano, que antes de abandonar Bissau disse que regressaria 10 dias antes da votação de 19 de Junho, indicou estar disponível para se deslocar à capital guineense se, para tal, for solicitado pelo secretário- geral da ONU, com quem manteve uma conversa telefónica no domingo à noite.


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