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  CPLP
Francisco Fadul acusa
a CPLP de passividade

- 30-Jan-2003 - 10:01


Kumba Ialá tem atacado Portugal? Claro que não... na opinião de Martins da Cruz


Francisco Fadul, antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau e actual presidente do Partido Unido Social Democrata (PUSD), critica duramente a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), exigindo a realização de uma cimeira extraordinária sobre o seu país. Em declarações à Lusa, o secretário-executivo da CPLP, João Augusto de Médicis, diz que "as críticas não são justificadas. Nós não estamos alheados da situação e temos estado a acompanhar a evolução dos acontecimentos. As eleições estão marcadas e a CPLP vai ajudar na sua realização". Ou seja, a CPLP, mais uma vez, vai dar o peixe, esquecendo que a sua principal função é (deveria ser) ensinar a pescar.

As críticas de Francisco Fadul estão contidas numa "Carta Aberta" enviada à CPLP, a que a Agência Lusa teve acesso, e em que o antigo primeiro-ministro guineense (Fevereiro de 1999 a Fevereiro de 2000) lamenta que a Comunidade "cruze os braços e deixe passar em claro comportamentos delituosos de membro para membro".


PORTUGAL LÁ VAI, CANTANDO E RINDO


Segundo o líder do PUSD, a cimeira seria subordinada "à apreciação da ilicitude do comportamento comunitário da nomenclatura da Guiné-Bissau, designadamente do Presidente da República, ofensivo do Tratado de Adesão da CPLP e lesivo da personalidade internacional de Portugal enquanto Estado membro da comunidade", concluiu.

Lesivo para Portugal? Também cremos que sim. No entanto, o Governo português desvaloriza as declarações contra Portugal proferidas pelo chefe de Estado da Guiné-Bissau e sublinha que as afirmações de Kumba Ialá diziam respeito ao antigo colonialismo e não directamente ao país.

"No calor do debate, não vi qualquer ataque a Portugal, mas sim contra o colonialismo e contra os neo-colonialistas", afirmou o chefe da diplomacia portuguesa, que desvalorizou também as críticas relacionadas com o "silêncio" do Governo de Lisboa face às afirmações de Kumba Ialá.

"Sempre disse que Portugal não utiliza uma diplomacia de megafone, que é a pior forma de relacionamento entre Estados. Estas questões resolvem-se através de uma política discreta e eficaz e com diálogo e é isso que nós fazemos", sublinhou Martins da Cruz.

Para Martins da Cruz, a Guiné-Bissau está a atravessar um período difícil e Lisboa "quer evitar a tal diplomacia de megafone".

Nas últimas declarações em público, perante a imprensa, Kumba Ialá tem feito fortes ataques a Portugal e aos "salazaristas" que "existem no país", tendo afirmado que as portas estão abertas para todos aqueles "neocolonialistas" que querem prejudicar a Guiné-Bissau.

Isto é atacar Portugal? Claro que não... na opinião de Martins da Cruz.


CPLP DIZ QUE, AFINAL, ESTÁ TUDO BEM NO REINO GUINEENSE


Segundo o secretário-executivo da CPLP, as acusações de Fadul são "injustificadas", pelo que a convocação de uma cimeira extraordinária da CPLP, seja a que nível for, dependerá sempre de um pedido nesse sentido de um dos oito Estados membros. Tudo na mesma.

Em causa estão, na opinião de Fadul, candidato a primeiro-ministro pelo PUSD nas próximas eleições legislativas guineenses de 20 de Abril próximo, as declarações do presidente da Guiné-Bissau, Kumba Ialá, contra Portugal e a constante violação dos direitos civis da sociedade e população do país.

Segundo Fadul, o chefe de Estado guineense "não se eximiu de impropérios, sempre secundados por governos que enfeuda", de censurar a Imprensa livre e democrática, seja ela guineense ou portuguesa, tendo ameaçado inclusivamente o corte de relações com Portugal, "um dos parceiros bilaterais preferenciais" da Guiné-Bissau.

Será isto um ataque a Portugal? Claro que não... na opinião de Martins da Cruz.

"Esperei indefinidamente por uma reacção consentânea e compatível da parte da CPLP, que desencadeasse, ao menos, missões de bons ofícios junto do presidente guineense para registar formalmente as suas alegações contra Portugal (...) mas foi completamente em vão", afirmou Fadul.


A LUSOFONIA ESTÁ PASSIVA E SEM ALMA


"Custa-me que a lusofonia institucional queira aparentemente remeter-se à passividade de uma noção sem alma, sem dignidade, sem honra, sem ética, sem lei, despida de capacidade de censura, de admoestação e de correcção de comportamentos lesivos das suas próprias convenções tratados e protocolos", acrescenta Fadul.

Nesse sentido, na "Carta Aberta", que classifica de "perplexidade e insatisfação", Fadul solicita ao secretário-executivo da CPLP, João Augusto de Médicis, "que se digne accionar os mecanismos com vista à convocação de uma cimeira extraordinária da CPLP".

Por seu lado, o secretário executivo da CPLP, nas declarações à Agência Lusa, afirmou "não ser exacto" que a organização esteja "alheada" da situação política na Guiné-Bissau e lembrou que esteve em Bissau pouco depois da dissolução do Parlamento e da exoneração do Governo.

Na ocasião, sublinhou, teve oportunidade de contactar com todos os agentes políticos e da sociedade civil, ocasiões em que enfatizou a importância da existência de um "Estado livre e de Direito".

Valerá a pena pôr ordem na CPLP? A Lusofonia tenderá a dizer que sim. João Augusto de Médicis e Martins da Cruz dirão que não. E assim, resta-nos a fé em Deus...

MANUEL GILBERTO

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