As Notícias do Mundo Lusófono
 Notícias de Angola Notícias do Brasil Notícias de Cabo Verde Notícias da Guiné-Bissau Notícias de Moçambique Notícias de Portugal Notícias de São Tomé e Príncipe Notícias de Timor Leste
Ir para a página inicial de Noticias Lusofonas desde 1997 director: Norberto Hossi
 Pesquisar
 
          em   
 Notícias

 » Angola
 » Brasil

 » Cabo Verde
 » Guiné-Bissau
 » Moçambique
 » Portugal
 » S. Tomé e Príncipe
 » Timor Leste
 » Comunidades
 » CPLP
 
Informação Empresarial
Anuncie no Notícias Lusófonas e divulgue a sua Empresa em toda a Comunidade Lusófona
 Canais


 » Manchete
 » Opinião
 » Entrevistas
 » Cultura
 » Desporto
 » Comunicados
 » Coluna do Leitor
 » Bocas Lusófonas
 » Lusófias
 » Alto Hama

 » Ser Europeu

Siga-nos no
Siga o Notícias Lusófonas no Twitter
Receba as nossas Notícias


Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui
Add to Google
 Serviços

 » Classificados
 » Meteorologia
 » Postais Virtuais
 » Correio

 » Índice de Negócios
 
Venha tomar um cafezinho connoscoConversas
no
Café Luso
 
  Cultura
António Cádio espera estabilidade para regressar ao país
- 10-Jul-2005 - 19:15


Um emigrante é um factor de desenvolvimento para o seu país, diz António Cádio, um são- tomense que veio para Portugal estudar e adia o regresso a São Tomé e Príncipe à espera da estabilidade no arquipélago.


António Cádio nasceu na Ilha do Príncipe ainda no tempo colonial e chegou a Lisboa pouco antes da independência de São Tomé e Príncipe, que completa 30 anos na terça-feira, dia 12.

Licenciou-se em Educação Física e Desporto pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa e é professor na Casa Pia.

Tem dupla nacionalidade, mas fortes amarras continuam a ligá-lo à terra onde nasceu e ainda vivem a mãe e os irmãos, que visita todos os anos e ajuda a viver com a sua "remessa de emigrante".

Quando fala de São Tomé, já não recorda a vida de dificuldades no Príncipe, mas critica a instabilidade governativa que se acentuou na última década, considerando-a um factor de desestabilização do país "Passados 30 anos ainda enfrentamos problemas no sector energético, na saúde e na educação. A agricultura está de rastos, a pesca é artesanal" e ainda não há sequer um porto no país, desabafa António Cádio.

Apesar das críticas, que se estendem igualmente à falta de políticas de apoio aos são-tomenses emigrados, Cádio está optimista em relação ao futuro e defende a aposta na educação.

"A maior riqueza que um país pode ter é ter os seus homens formados", defende o professor, que deixou em São Tomé uma carreira no atletismo, onde ainda hoje é detentor de alguns dos recordes nacionais.

Em Lisboa, onde constituiu família, a forte ligação que mantém ao seu país levou-o a participar na fundação da Associação da Comunidade de São Tomé e Príncipe (criada em 1997 em Coimbra por antigos estudantes universitários), da qual é actualmente presidente e que representa 17 mil imigrantes são-tomenses em Portugal.

"A associação é um trabalho de voluntariado. Trabalhamos para a nossa comunidade e uma das nossas preocupações" é ajudar os são-tomenses, afirma António Cádio.

"Aqui, ajudamos na documentação para a legalização, levamos os assuntos da comunidade às autoridades portuguesas e são-tomenses e também promovemos São Tomé e Príncipe em Portugal", explica.

A associação, situada num dos castelos das Portas de Benfica, em Lisboa, disponibiliza ainda aos são-tomenses um pólo informático, descontos nas viagens para o arquipélago e apoio para tratar de documentos que têm de ser requisitados em São Tomé e Príncipe, como certidões de nascimento.

Este leque de ofertas pretende abranger toda a comunidade que, segundo António Cádio, inclui três grandes grupos: "os estudantes, os doentes que vieram receber tratamentos e acabaram por ficar e os são-tomenses que viviam em Angola e fugiram da guerra civil".

"É uma imigração esclarecida", salientou ainda, sublinhando que existem muitos médicos, professores, arquitectos e engenheiros.

Quanto a um eventual regresso a São Tomé e Príncipe, António Cádio continua à espera da estabilidade.

Afirma que enquanto trabalhar em Portugal pode ajudar a mãe e os irmãos que estão no arquipélago e, além disso, tem todos os anos um mês de férias para matar as saudades.


Marque este Artigo nos Marcadores Sociais Lusófonos




Ver Arquivo


 
   
 


 Ligações

 Jornais Comunidades
 
         
  Copyright © 2009 Notícias Lusófonas - A Lusofonia aqui em primeira mão | Sobre Nós | Anunciar | Contacte-nos

 edição Portugal em Linha - o portal da Comunidade Lusófona Criação e Alojamento de Sites Algarve por NOVAimagem