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  Entrevista
Ex-tesoureiro admitiu que PT usou dinheiro ilegal em campanhas
- 16-Jul-2005 - 14:36


O ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Delúblio Soares, admitiu pela primeira vez que o partido usou dinheiro ilegal em campanhas políticas, divulga hoje a imprensa brasileira.


As declarações do ex-tesoureiro do PT foram feitas sexta- feira durante um depoimento espontâneo ao procurador-geral da República, António Fernando de Souza, em Brasília.

Delúbio Soares disse que o PT utilizou financiamentos ilegais - o chamado "saco azul" que no Brasil tem o nome de "caixa dois" - em todas as campanhas políticas, com excepção nas presidenciais de 2002, quando foi eleito o então candidato do partido Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-tesoureiro afirmou igualmente que "todos" os demais candidatos do PT utilizaram dinheiro ilegal nas suas campanhas eleitorais.

Delúblio Soares salientou ao procurador-geral da República ainda que a utilização de dinheiro ilegal em campanhas políticas é uma prática de todos os partidos brasileiros.

O antigo tesoureiro revelou igualmente que parte das dívidas de campanha do PT foram pagas por meio de empréstimos bancários realizados em nome das empresas do publicitário Marcos Valério.

As declarações de Delúbio Soares foram feitas no mesmo dia em que o publicitário, apontado como um dos principais envolvidos no recente escândalo de corrupção que envolve o PT, fez novas revelações sobre o seu envolvimento no caso.

Em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, Marcos Valério revelou sexta-feira que fez vários empréstimos em diversos bancos brasileiros, através das suas empresas, para atender a um pedido dos dirigentes do PT.

Segundo Marcos Valério, os recursos obtidos pelos empréstimos bancários foram destinados ao partido para pagamento de dívidas de campanha contraídas pelo PT durante as últimas eleições.

"Realizei os empréstimos a pedido de Delúbio Soares e entreguei os recursos para o partido", afirmou Marcos Valério, que não revelou o valor total dos empréstimos, ao citar o antigo tesoureiro do PT.

Dados oficiais indicam, entretanto, que as empresas do publicitário movimentaram cerca de 20 milhões de reais (sete milhões de euros), entre 2003 e 2005, sempre através de levantamentos bancários em dinheiro.

O publicitário avançou que o dinheiro era sempre retirado das agências bancárias, após a concessão dos empréstimos, e em seguida entregue a pessoas indicadas pela direcção do PT.

Até então, o publicitário dizia que os recursos eram retirados em dinheiro das agências bancárias para realização de pequenos pagamentos para os fornecedores das suas próprias empresas de publicidade.

As empresas de publicidade de Marcos Valério, DNA e SMP&B, ambas sedeadas em Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, mantêm diversos contratos com várias empresas públicas brasileiras, nomeadamente com o Banco do Brasil.

"Todos os pedidos de socorro financeiro feitos pelo senhor Delúbio Soares baseavam-se na necessidade de saldar dívidas relacionadas a campanhas eleitorais", disse o publicitário.

Marcos Valério afirmou igualmente que decidiu revelar agora a verdade porque se sentiu abandonado pela antiga direcção do PT, que foi destituída há mais de uma semana, depois do escândalo ter sido tornado público.

Delúbio Soares e o então presidente do PT, José Genoíno, demitiram-se há cerca de uma semana, depois de revelada a relação dos dirigentes com o suposto esquema de corrupção.

O publicitário negou, entretanto, que exista qualquer esquema de pagamento de uma quantia mensal de cerca de 30 mil reais (10,5 mil euros) para que deputados passassem a apoiar os projectos do Governo de Lula da Silva no Parlamento.

Marcos Valério salientou que os empréstimos feitos e toda a movimentação financeira realizada por suas empresas, nos últimos anos, "obedeceram sempre às normas vigentes para o sistema financeiro nacional".

Analistas políticos afirmam que as denúncias de corrupção que envolvem a direcção do PT são responsáveis pela mais grave crise política no Brasil, desde a tomada de posse do Governo de Lula da Silva, em Janeiro de 2003.


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