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  Entrevista
Guineenses têm o direito
de conhecer o património
do candidato Nino Vieira

- 21-Jul-2005 - 19:57


Como cidadão insultado na sua moral e inteligência, peço à justiça do país para abrir um processo-crime contra o cidadão ex-Presidente João Bernardo Vieira, seja ou não Presidente no dia 25

Senhor General, sou um simples cidadão que vive da sua magra reforma de professor primário que lhe escreveu, aqui no Notícias Lusófonas, aquando do início da campanha destas presidenciais 2005. Volto a escrever-lhe a escassos dias das eleições porque os guineenses carecem de explicações, agora mais do que nunca, da origem do seu património e da declaração certificada dos seus bens em 1975 e agora 2005, quer ganhe ou perca as actuais eleições. Um conselho de “mandjuá” de idade. Desta vez, se voltar a ser Presidente, ponha tudo em seu nome e não em nome da sua esposa ou dos seus filhos ou “amigos”, não vá o diabo tecê-las.



Por Galo Garandi (*)

O que se passa na sua cabeça, só você o sabe. Mas a percepção que tenho – a partir dos sinais que nos transmitiu durante esta campanha com as suas palavras, seus gestos e suas expressões – é que você nutre uma grande arrogância e um profundo desprezo para com o povo guineense, sua inteligência e, sobretudo, para a sua classe política que pretende ser a vanguarda esclarecida desta sociedade.

Permita-me dizer-lhe que, pela primeira vez depois da guerra de 7 de Junho, concordo parcialmente consigo na percepção que tem da sociedade guineense. Assim, no que respeita ao desprezo da classe política guineense. Não podíamos estar mais de acordo, Senhor General!

Lembro-lhe que numa das suas entrevistas a um jornal português, dizia que a “Guiné era um país de traições”. Decorridos sete anos, o tempo encarregou-se de nos mostrar que neste aspecto só temos a reconhecer que tinha toda a razão. A maioria do comando militar da ex-Junta Militar foi traída e decapitada. O povo foi traído nas suas aspirações de justiça com J grande pelos militares e pelos políticos que fintaram o povo.

Os mesmos políticos – uns “escribas” e outros “populistas” justiceiros – estão hoje miseravelmente à sua mercê por uns míseros francos CFA e promessas de desprezíveis lugares que lhes permitam assegurar a vida fácil a que sempre se habituaram a custa do erário público.

Enfim, senhor General, há evidências mais do que suficientes para que o povo julgue implacavelmente estes oportunistas e ambiciosos que não olham a meios para atingirem os seus fins. Por isso, qualquer que venha a ser o desfecho das eleições do próximo dia 24 de Julho de 2005, os guineenses devem reconhecer-lhe este bom serviço que lhes prestou ao mostrar-lhes, publicamente, a verdadeira cara das pessoas que, num passado recente, eles julgavam inocentes, patriotas, puros e bons filhos de “tchon”, grandes estadistas de renome internacional.

Quanto à arrogância e o desprezo para o povo e a inteligência dos guineenses; permita-me, senhor General, continuar a discordar e denunciar esse seu grande defeito que dificilmente conseguirá reconhecer. Este povo é humilde mas respeitável e respeitador de quem o respeita.

É a arrogância e o desprezo para com o seu povo que leva um Ex-Presidente (máximo) a ousar falar publicamente da sua corrupção pessoal e da corrupção do seu regime e dos seus Ministros, porque convencido que nada lhe pode acontecer visto que os governados não são inteligentes. Pode ser verdade. Mas pode também não ser bem assim como está a pensar...

Como cidadão insultado na sua moral e inteligência, peço à justiça (Ministério Publico) do país para abrir um processo - crime contra o cidadão Ex-Presidente João Bernardo Vieira, seja ou não Presidente no dia 25 de Julho próximo.

Com efeito, quando um Ex-Presidente da Republica (gestor da coisa pública) cujo regime arruinou completamente o seu país e catapultou o seu povo para uma miséria e atraso ignóbil, em vez de prestar contas do seu reinado de 18 anos vem dizer que um empresário lhe roubou bens que nunca manifestou ao povo ou que um dos seus ex-Ministros roubou fundos públicos mas que ele (Presidente), apesar disso, promoveu-o no seu partido e no seu regime ao ponto de ser a segunda figura do Estado, é caso para todos os guineenses com alguma honra ficarem INDIGNADOS e INSULTADOS na sua inteligência. Basta senhor General!

É, em reacção a isso que ouvi da sua boca, que lhe faço esta carta senhor General. Como disse no princípio, já lhe tinha feito uma carta no inicio desta campanha a pedir-lhe que esclarecesse o eleitorado guineense alguns aspectos da sua gestão (18 anos) do país. Durante a campanha não ouvi nenhuma explicação quanto aos problemas que colocara, a saber: a destruição sistemática da economia, os crimes praticados no seu regime e a ausência de um projecto político credível para a Guiné no seu programa eleitoral.

Pronto, aceito agora que a sua arrogância e desprezo para com este povo não lhe permitem responder tais questões colocadas por um simples velho, reformado professor primário.

Volto a escrever-lhe a escassos dias do fim da campanha porque os guineenses carecem de explicações, agora mais do que nunca, quanto à origem do seu património e reclamam uma declaração certificada dos seus bens em 1974 e agora 2005, quer ganhe ou quer perca as eleições!!!. Um conselho. Desta vez, se voltar a ser Presidente ponha tudo em seu nome e não em nome da sua esposa (que também pode voltar a traí-lo) ou dos seus “amigos”, não vá o diabo tecê-las.

Como a vida das pessoas também tem uma história, vou contar aos meus compatriotas guineenses apenas uma pequeníssima faceta da sua vida que conheço. Sei que você é filho de uma modesta e honesta engomadeira do bairro de Chão-de Papel (Bissau) que sempre trabalhou para ganhar a vida e sustentar os seus. Você foi parar à epopeia da Luta de Libertação Nacional porque pairava sobre si a suspeição de um roubo na empresa onde trabalhava como ajudante de electricista em Bissau.

Tanto quanto sei, você saiu fugido de Bissau não para abraçar o movimento nacionalista (ou o PAIGC) mas porque tinha contas a ajustar com a justiça colonial. Permita-me também, dizer ao povo, que quem o levou para o PAIGC, a muito custo, foi o velho comandante Luciano N’DAO. Penso que não vale a pena contar outros aspectos negativos da sua vida como combatente (no mato) porque este povo precisa de ser poupado dessa faceta negra do seu herói.

Com a independência, a sua apetência para mulheres e dinheiro rapidamente o transforma em governante-corrupto. Como alguém disse, você é o único dos seus companheiros que se enriqueceu depois da independência. Tornou-se no homem mais rico do país, à custa das funções que foi ocupando no Estado. À custa destas funções o senhor facilmente se envolveu com Jonas Savimbi. O reconhecimento desse envolvimento é a quantidade de ouro e diamantes de Angola que, através de si, esse traidor angolano branqueou em Bruxelas (Bélgica). A sua esposa foi objecto de detenção no aeroporto de Bruxelas a transportar ilegalmente ouro consigo.

Você tirou partido dos seus Ministros mafiosos, associando-se a eles e outros conhecidos mafiosos internacionais portugueses para, em proveito próprio, vender e comprar todas as empresas publicas comerciais e industriais de que o país dispunha (Armazéns de Povo, Socomin, Dicol (disse ele agora), Titina Sila, Cumeré, Blufo, Bambi, Volvo, Oxigénio e Acetileno, etc., etc.). Torna-se sócio do outro mafioso africano – o presidente Lassana Conté, da Guiné-Conakry – para melhor se dedicar ao tráfico de diamantes da Serra Leoa.

Com um salário de Presidente de 1 200 000 Mil Pesos (20 000 francos CFA) que você dizia ganhar enquanto Chefe de Estado (ver entrevista ao jornal português Expresso de 2001) não consegue justificar ao povo da Guiné-Bissau como adquiriu e porque deixou em nome de familiares e de terceiros os bens que reclama agora.

Mais uma vez, e como não citou propositadamente grande parte dos seus bens, vou-lhe lembrar os outros bens que escamoteou ao povo (mas que todo o guineense conhece) agradecendo penhoradamente que esclareça ao povo como comprou os seguintes bens e quanto deve nesta data nos Bancos pela compra do referido património imobiliário, uma vez que sabemos que não herdou nada nem nasceu rico:


Vivendas :

1. A residência habitada pelo PM (que disse ser do filho);

2. O Palácio residencial oficial do Presidente na Rua Bafatá (que a sua esposa reclama ter comprado para garantir o futuro dos seus filhos);

3. A vivenda onde se encontra instalada a Agencia do ex-BIG na Avenida Unidade Africana;

4. A vivenda geminada onde funcionam os serviços de Protocolo do Estado, na Avenida Amílcar Cabral;

5. O Complexo residencial do Bairro Militar

6. A vivenda do Bairro de Luanda onde morava a sua ex-segunda esposa que era propriedade do Banco Nacional Ultramarino;

7. A vivenda do bairro de Ajuda (nova fase) actualmente ocupada por Zamora Induta;

8. A vivenda geminada do bairro de Luanda;

9. A vivenda no Bairro de Chão de Papel ocupada pelo ex-General Veríssimo Correia Seabra;

10. A vivenda em Bruxelas onde reside a sua família (que estava em nome do arquitecto senegalês Pierre Goudiaby);

11. A Vivenda de Vila Nova de Gaia onde esteve refugiado em Portugal

12. A vivenda no Bairro de Fann-Mermoz em Dakar (construída pelo arquitecto Pierre Goudiaby)

13. A vivenda em Cascais/Portugal (em nome do seu primo Murido Vieira)

14. A vivenda em Maputo/ Moçambique onde reside a sua filha advogada


Empreendimentos :

15. A propriedade agrícola de Ensalma

16. A propriedade agrícola de Finete/Bambadinca, em nome da sua mãe;

17. A propriedade agrícola de Gã-Mamudo/Bafatá

18. A propriedade agrícola dos palestinianos conhecida pela granja de Prábis, em nome do Avito José da Silva

19. A PETROMAR (que disse ser da sua esposa e que prometeu doar ao Estado não sei bem porquê, mas enfim...);

20. A companhia de cerveja CICER de que é accionista com o empresário português de Expo

21. A GUIPORT de que é sócio com outros seus ex-Ministros dos transporte e um empresário português

22. As empresas de pesca que tem em Conakry a pescarem nas águas territoriais da Guiné-Bissau

Enfim, senhor General, já agora, em nome da reconciliação nacional, diga-nos toda a verdade e só a verdade para nos libertarmos deste tenebroso passado.

Se explicar tudo isso, pode contar com o meu voto enquanto cidadão que lhe admirará para o resto da vida pela contribuição que dará para salvar este país da sua desintegração por vergonha dos seus políticos.

(*) Edição: Fernando Casimiro (Didinho)


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