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Incompatibilidade entre
o vírus HIV e o vírus EH

- 10-Oct-2005 - 19:02


No mesmo tabuleiro social e humano temos o vírus da EH (Estupidez Humana), também este mortífero

Os portadores de HIV têm de se confrontar com a incompatibilidade a um vírus de que não portadores. O vírus da Estupidez Humana. A imunodeficiência mental dos portadores da EH: os arrogantes que estigmatizam, excluem, moralizam, os que permitem que os seus preconceitos negativos se projectem no quotidiano relacional, nas dinâmicas morais e materiais de uma sociedade.


Por: Cláudia Resende
Técnica Superior de Reeducação; Ex-Dirigente Associativa; Mestranda


Um Sumário de alguns Focos de transmissão do vírus HIV.

Por meio intravenoso. Esta forma de transmissão tende a abraçar quase de forma mortífera muitas das pessoas que detêm historial de toxicodependência e aqueles que abusam no seu consumo de substâncias aditivas, nomeadamente, as depressoras como seja a heroína.

A via sexual. A cópula. O Eros. O momento da “tchabeta” corporal que nos expõe como seres animais. Esse preciso momento em que o corpo está mobilizado por forças passionais e por derivação, irracionais, torna muitas vezes, pouco provável o uso de um dado contraceptivo, sendo o mais recorrente o preservativo. Ou porque se confia no companheiro(a), nem que seja por rotina.

Casos de incúria e negligência médica que podem precipitar certificados de óbito a pessoas cujo único propósito era dar ou receber sangue.

Práticas tradicionais associadas a ritos que acontecem em sociedades tribais e respectiva diáspora, como seja o caso da mutilação genital feminina.

Os instrumentos cortantes utilizados na chamada magia negra em sociedades em que o feiticeiro, muitas vezes, se substitui ao médico.

Desconhecimento. Desconhecimento de que é portador, de que o seu parceiro o seja. Ignorância em muitas realidades sócio-culturais de que existe sequer, um vírus que provoca o pânico de morte.

Os que se sabendo portadores de HIV, continuam a fazer a sua actividade sexual sem verbalizar a doença que lhes foi diagnosticada, numa postura sádica e masoquista de projecção do seu próprio sofrimento humano.

Outros tantos casos.

O Vírus da EH

Há diferentes modos pessoais e societários de lidar com a decadência corporal, a própria morte e as expectativas antecipatórias subjacentes.

Mormente, os portadores de HIV têm de se confrontar com a incompatibilidade a um vírus de que não portadores. O vírus da Estupidez Humana. A imunodeficiência mental dos portadores da EH: os arrogantes que estigmatizam, excluem, moralizam, os que permitem que os seus preconceitos negativos se projectem no quotidiano relacional, nas dinâmicas morais e materiais de uma sociedade.

Ou não… talvez não haja pessoas estúpidas. Mas antes sim, pessoas com maior ou menor resiliência interna para saber lidar com os seus próprios medos e fragilidades.

Quando se fala de políticas e comportamentos mais humanistas na forma de lidar com quem é ou possa vir a ser portador do HIV, ainda subsistem e resistem (para utilizar um termo associado) inércias institucionais e cegueiras humanas.

Por muitas pessoas que existam aqui e pelo mundo fora, a trabalhar na sensibilização, prevenção e tratamento no combate ao HIV, existe esse outro vírus pernicioso, umas vezes com visibilidade privada, outras vezes, pública da EH.

O vírus da EH pode ser mais grave que o do HIV. Não se recebe por diagnóstico clínico. Exige introspecção. Provoca o sentimento de rejeição. Leva a que os portadores de HIV sintam uma dupla sentença de morte: a morte física e social.

Uma estratégia de Prevenção ao vírus da EH

Não nos esquecermos do que andamos cá a fazer: ser humanos.

Uma Última Nota

No artigo «Lutte contre le sida et réalités africaines», Babatunde Osotimahin, Presidente do Comité Nacional da Luta contra a Sida da Nigéria escreveu na edição desta semana, 2 a 8 de Outubro de 2005, da Revista “Jeune Afrique/ L’Intelligent” que (salvo melhor tradução): “È vital que os parceiros de desenvolvimento não imponham a sua política como condição de parceria. Os governos nacionais devem ser livres de aplicar as melhores estratégias à sua disposição para ajudar as suas populações.”

O que me pergunto é em que estádio é que estamos na luta colectiva contra a Sida, para que a frase acima citada ainda tenha que ser escrita.


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