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  Entrevista
«Irregularidades ainda podem ser corrigidas», afirma Carlos Veiga
- 27-Jan-2006 - 18:43


O candidato presidencial cabo-verdiano Carlos Veiga considerou hoje que as irregularidades apontadas pelo maior partido da oposição ainda podem ser corrigidas antes das eleições presidências de 12 de Fevereiro, se "houver vontade política".


Por Vera Magarreiro
da Agência Lusa


Em entrevista à Agência Lusa em Lisboa, Carlos Veiga, apoiado pelo Movimento para a Democracia (MpD, oposição) adiantou que já abordou essa questão com a Comissão Nacional de Eleições, manifestando "confiança" nesta entidade para resolver "uma grande parte dessas irregularidades".

O MpD anunciou quinta-feira que pretende impugnar as eleições legislativas de 22 de Janeiro devido a várias irregularidades, a maioria relacionadas com a composição dos cadernos eleitorais, logo que sejam publicados os resultados oficiais do escrutínio.

"Eu penso que pelo menos uma parte pode e deve ser corrigida. Se o for, não vejo razões para que não haja eleições. Se houver vontade política é possível", disse.

Carlos Veiga justificou a referência à "vontade política" com o facto de a "Direcção-Geral de Apoio ao Processo Eleitoral, que depende do governo, não ter sanado as irregularidades" pelo que deve fazê-lo agora.

Instado a precisar que tipo de irregularidades foram detectadas, Carlos Veiga deu o exemplo de "milhares de situações em que o mesmo bilhete de identidade pertence a várias pessoas", facilmente "corrigíveis com as novas tecnologias disponíveis".

Sobre os argumentos do Governo e do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder) de que "não foram detectadas irregularidades" e que a oposição apenas pretende lançar "o caos e a instabilidade" no país, o candidato considera que "mais vale assumir essa realidade e corrigi-la".

"É a posição mais sensata, em vez de estarmos a atirar pedras uns aos outros", disse.

Questionado sobre se tem condições para quebrar a tradição no país de o candidato apoiado pelo partido que vence as legislativas acabar por ser eleito nas presidenciais, Carlos Veiga respondeu que sim, argumentando que foi ele o vencedor das presidenciais de 2001.

Segundo os resultados oficiais, que Veiga contestou, o presidente Pedro Pires, que agora se recandidata, venceu com a escassa margem de 12 votos.

"Acredito na maturidade política do povo cabo-verdiano, como demonstrou em 2001. Aquilo que sinto no terreno é de facto uma empatia muito grande com a minha candidatura e com a minha pessoa e acredito que é possível vencer", sublinhou, admitindo, no entanto, que poderá haver alguma influência "dado a proximidade dos dois actos eleitorais".

Sobre a coabitação com um Governo do PAICV, caso vença as eleições, Carlos Veiga afirmou que não terá qualquer problema porque "o quadro do sistema de governo está especificado na Constituição".

"As competências estão perfeitamente definidas na Constituição. Nesse quadro não pode haver conflito, porque um presidente não pode ter família política e tem de cumprir e fazer cumprir a Constituição. Não terei nenhuma dificuldade em trabalhar com um governo do PAICV, escolhido legitimamente pelo povo cabo-verdiano" assegurou o candidato e ex-primeiro-ministro.

No entanto, admitiu que, como "simpatizante do MpD" e enquanto cidadão, "ficaria mais satisfeito se o MpD tivesse ganho as eleições" legislativas.

Carlos Veiga fica em Portugal até domingo para fazer campanha junto da comunidade cabo-verdiana e afirmou que o principal argumento que vai utilizar para conquistar os eleitores é estar "melhor preparado para fazer cumprir e fazer cumprir a Constituição do país".

A esta convicção seguiram-se críticas ao seu adversário, considerando que, nos últimos cinco, anos Pedro Pires "provou gostar da Constituição, mas não provou que a faz cumprir, pelo contrário, aceitou que fosse violada".

Neste sentido, deu como exemplo a promulgação de uma lei para aumentar impostos, "apesar de todos os pareceres jurídicos dizerem que era inconstitucional" e que acabou por ser considerada contrária à Lei Fundamental por parte do Tribunal Constitucional.

"Eu nunca, em circunstância alguma, com qualquer governo, aceitaria violar a Constituição", disse, defendendo que se trata do "programa de um mandato do Presidente da República".

Carlos Veiga referiu-se ainda ao seu adversário como um "presidente ausente" que se "calou perante muitas situações" e que "não esteve próximo das pessoas".

"Um presidente deve estar próximo das pessoas, ser capaz de ouvir e ser a sua voz e essa tem sido a minha prática", argumentou, defendendo a necessidade de "promover o diálogo na sociedade e entre governo e oposição, em que ainda há uma crispação grande que faz com que muitos projectos não avancem".

Sobre a proposta que o MpD fez durante a campanha para as legislativas de que Cabo Verde devia abandonar a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Carlos Veiga admite a possibilidade mas apenas depois de haver um debate interno, defendendo mesmo, se necessário, a realização de um referendo sobre o assunto.

"Nós estamos na CEDEAO há 30 anos, mas as pessoas quase nada sabem sobre esta organização, quais são os seus objectivos, quais as implicações de a integrar. Para muitos, significa apenas livre circulação e a chegada a Cabo Verde de muitos imigrantes da costa ocidental africana, que criam problemas", justificou.

Quanto ao pedido de um estatuto especial junto da União Europeia, Carlos Veiga considera que esse é "o melhor caminho" e manifestou orgulho de o processo ter sido iniciado durante os seus dois mandatos como primeiro-ministro (1991-2001).

"No âmbito das relações do país com o mundo a âncora é a União Europeia e esse estatuto seria positivo quer para o desenvolvimento de Cabo Verde, dadas as relações económicas intensas (à) e porque é na UE que temos das maiores comunidades cabo-verdianas no mundo", referiu. Carlos Veiga encontrou-se hoje com o Presidente português, Jorge Sampaio, com quem discutiu "as relações entre Portugal e Cabo Verde e a questão da integração da comunidade cabo-verdiana".

A candidatura de Carlos Veiga escreveu a Sampaio a pedir uma audiência depois do presidente português ter recebido Pedro Pires no início deste mês. Carlos Veiga afirmou não se ter tratado de uma exigência, mas sim de uma "tomada de posição" depois do aproveitamento da audiência por parte da outra candidatura.

Durante a estada em Portugal, Carlos Veiga pretende ainda encontrar-se com o presidente português eleito, Aníbal Cavaco Silva, e tem previstas várias acções de campanha nas zonas de maior concentração da comunidade cabo-verdiana.


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