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  Entrevista
Ana Pessoa quer eleições «progressivas» de líderes comunitários
- 7-Mar-2003 - 16:21

O processo de eleição dos líderes comunitários dos sucos timorenses (freguesias de Timor-Leste), deve ser progressivo para permitir colmatar as carências humanas e financeiras que impedem um voto nacional simultâneo.


Esta é a opinião de Ana Pessoa - empossada quinta-feira como Ministra de Estado, da Presidência do Conselho de Ministros e interinamente responsável pela pasta de Administração de Estado - que deu a conhecer os seus planos numa entrevista concedida à Agência Lusa.

"Não é possível resolver esta questão de uma assentada, porque não temos condições materiais e humanas para o fazer. Penso no entanto que podemos iniciar a discussão do processo eleitoral, fazendo-o por etapas à medida das nossas capacidades", afirmou.

Os comentários da governante timorense surgem numa altura em que observadores, especialmente internacionais, consideram ser difícil cumprir o objectivo de eleger os líderes comunitários até ao final deste ano.

Uma decisão nesse sentido foi tomada em Dezembro de 2002 durante uma reunião alargada dos principais líderes do país, que identificaram a eleição de representantes locais como uma medida necessária para ajudar a controlar a actual instabilidade que se vive em Timor-Leste.

"Há essa opinião (da impossibilidade de cumprir o calendário) mas quando se pensa em eleições simultâneas em todos os sucos. Neste momento isso é absolutamente inviável", frisou.

"Deve ser um processo progressivo que passe por debates a nível do governo, da presidência e do parlamento sobre como deve decorrer. Tudo tem que ser bem discutido", sustentou.

Indiscutível parece ser, no entanto, o facto de o governo timorense estar empenhado em eleições e não em nomeações para escolher os representantes locais.

Realçando que processos eleitorais são já "uma tradição que todos os timorenses prezam", Ana Pessoa disse que só assim é possível garantir a escolha de "representantes legítimos da comunidade".

"Se o líder comunitário não é escolhido pela própria comunidade não terá o respeito da população", alertou.

"Se queremos envolver a comunidade na administração do Estado temos que fazer sentir que este Estado somos nós todos e por isso é necessário que as comunidades sintam que têm líderes que consideram ser os que melhor representam os seus interesses", acrescentou.

Numa primeira fase, é necessário ouvir as comunidades regionais timorenses, definindo depois "qual deve ser o perfil do chefe comunitário, quais os mecanismos de candidatura e os modelos de eleição".

Igualmente importante, seja qual for o modelo adoptado, é garantir que depois das "regras do jogo serem definidas" são divulgadas "com transparência" junto da população, servindo assim como motor de arranque "da galvanização do povo para a participação no Estado".

"Tem havido um certo alheamento que tem a ver com a nossa experiência traumática de Timor, em que o Estado era visto como ocupante, que não defendia os nossos interesses, contra o qual temos que nos manifestar para exigir e contra o qual temos que partir ou estragar porque é a única maneira de sermos ouvidos", salientou.

"Importa alterar esta imagem do Estado, garantir que o cidadão assume como seu este novo Estado", referiu.

Reconhecendo que as suas novas áreas de responsabilidade, "são todas difíceis e complicadas", Ana Pessoa comprometeu-se a contribuir para "imprimir maior dinamismo e tornar mais eficiente e eficaz a actuação do governo", especialmente no que se refere à administração pública e justiça.

Apesar de ter abandonado o cargo de ministra da Justiça, o chefe do governo, Mari Alkatiri continua a atribuir a Ana Pessoa algumas responsabilidades nesta área, um sector de claras carências e fraquezas.

Especialmente importante para Ana Pessoa, é conseguir um maior envolvimento comunitário "galvanizando a energia a nível das bases para poder montar um aparelho que neste momento não chega onde o governo quer que chegue que é aos administrados".

"Normalmente não consigo trabalhar de mangas abotoadas. Já as tenham arregaçadas há muito tempo. Vou ter agora que redobrar esforços e sobretudo ter capacidade para montar uma equipa para me apoiar", concluiu.

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