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  Entrevista
«Ideia de adesão à UE deixa de estar na ordem do dia?,diz o presidente
- 13-Sep-2006 - 17:21


O Presidente cabo-verdiano considerou hoje que a ideia da adesão de Cabo Verde à União Europeia, defendida por Mário Soares e Adriano Moreira, deixou de estar na ordem do dia, defendendo apenas a via da cooperação.


Em entrevista à Agência Lusa em Lisboa, Pedro Pires referiu que Cabo Verde pretende "uma cooperação reforçada com a Europa, no sentido de encontrar mais meios para o seu desenvolvimento e garantir a sua segurança e estabilidade".

Em relação ao pedido de estatuto especial, que o primeiro- ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, pretendia ver formalizado até final do ano passado e que ainda não aconteceu, o Presidente afirmou que "é melhor deixar a questão como está" e "permitir que o processo avence por si", justificando que não se trata de uma "prioridade".

"Cabo Verde encontra-se numa área geográfica que precisa de garantir a segurança, a protecção das suas águas territoriais e dos seus recursos. De acordo com a situação actual, parece-nos de grande interesse uma cooperação com os nossos vizinhos, mas também com a Europa nesta matéria", disse.

Mário Soares e Adriano Moreira lançaram em 2005 uma petição para a plena adesão de Cabo Verde à UE, considerando que a proximidade cultural e geográfica justifica esta pretensão, mas numa visita oficial a Portugal, em Maio do ano passado, o primeiro-ministro cabo- verdiano considerou que se trata de algo "muito complexo e difícil".

Questionado pela Lusa sobre se discutiu este assunto terça- feira no encontro que manteve com o ex-Presidente português, Pedro Pires referiu que a reunião se destinou apenas a abordar a cooperação entre a Fundação Mário Soares e a Fundação Amílcar Cabral, de que é fundador, e formas de a desenvolver.

Sobre o aumento da criminalidade em Cabo Verde, nomeadamente nas zonas urbanas, Pedro Pires, que elegeu a questão como uma "clara prioridade" durante o discurso das comemorações da independência em Julho, relativizou-a hoje, falando apenas em "preocupação".

O chefe de Estado cabo-verdiano referiu que a criminalidade "é uma questão normal numa sociedade em desenvolvimento, sobretudo numa sociedade em transição e onde se observa uma rápida urbanização".

"O desenvolvimento traz benefícios, mas também alguns problemas, algumas perversões. Não vivemos numa sociedade de anjos e santos, mas numa sociedade humana com todos os seus problemas", justificou.

Pedro Pires referiu que não se trata de "uma situação grave", mas antes de uma "preocupação" em garantir que o país continua na direcção escolhida, sendo para isso necessário "tranquilidade e segurança", sob pena de não haver investimentos e turistas.

Em relação à imigração ilegal, que afecta Cabo Verde enquanto país de trânsito, o Presidente defendeu que o assunto deve ser tratado "com seriedade" pela via do diálogo e da negociação entre países de origem, de trânsito e de destino.

Referindo-se especificamente à grave situação que se vive nas Canárias, Espanha, com centenas de africanos a tentarem entrar todos os dias na Europa, Pedro Pires manifestou o receio de que se dê "uma ruptura".

"É preciso analisar as causas, nomeadamente o que leva tantas pessoas a tentarem chegar aos países desenvolvidos com enorme determinação e muita coragem", defendeu.

Segundo Pedro Pires, através da circulação de informação, as populações deparam-se com cenários de verdadeiros "paraísos" no mundo desenvolvido, nomeadamente através da televisão, o que os leva a querer viver nessa realidade", que "muitas vezes não existe".

Cabo Verde funciona como placa giratória de imigrantes da África subsaariana que tentam chegar de barco ao norte do continente para depois atravessarem para a Europa, maioritariamente através de Espanha e de Itália.

Face ao elevado fluxo de imigrantes ilegais, Espanha pediu a ajuda da União Europeia (UE) para combater este problema e Portugal fez um pedido, que foi aceite, junto da Agência Europeia de Gestão de Fronteiras Externas (Frontex) para que o programa de apoio a Espanha seja alargado a Cabo Verde.

Além disso, Portugal disponibilizou uma corveta para ajudar as autoridades cabo-verdianas a vigiarem a sua zona marítima.

Questionado sobre as relações entre Portugal e Cabo Verde, Pedro Pires destacou que "estão no bom caminho", mas defendeu que "devia haver maior empenho na área económica" de forma a "garantir uma maior presença de empresários portugueses" no arquipélago.

Instado a indicar uma marca que gostaria de deixar depois de terminar o segundo mandato como Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires respondeu que gostaria de ver concretizado o ideal de "nação global".

"Gostaria de deixar no espírito das pessoas uma vontade convergente de um país que ultrapasse as suas fronteiras e criar um futuro comum com todos os cabo-verdianos que se encontram espalhados pelo mundo", concluiu.

Depois da escala de dois dias em Portugal, Pedro Pires parte hoje para Havana, Cuba, onde participa sexta-feira e sábado na XIV Cimeira dos Não Alinhados, movimento criado em Setembro de 1961 como alternativa dos países do terceiro mundo ao sistema internacional que as duas superpotências, Estados Unidos e União Soviética, impuseram durante mais de 40 anos.


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