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  Entrevista
Ramos-Horta em Laga, crónica de um anúncio... anunciado
- 25-Feb-2007 - 14:47


Os habitantes de Laga, 150 quilómetros a Leste de Díli, costumam justificar o calor que normalmente faz na sua aldeia informando o visitante de que neste sítio se localiza "o segundo Purgatório".


Por Pedro Rosa Mendes
da Agência Lusa

Talvez fique, acreditando que o primeiro existe. Facto à margem da fé é que foi numa fornalha de sol, azulado de pele sob um toldo das Nações Unidas e com a imagem de Cristo estampada ao peito, que José Ramos-Horta lançou hoje a sua candidatura às eleições presidenciais de 9 de Abril.

Foi um anúncio formal e oficial: "Hoje, aqui, nesta terra de Laga, digo a todo o povo de Timor-Leste, lorosae e loromonu, tasifetu e tasimane, e ao res to do mundo, a minha candidatura a Presidente da República".

José Ramos-Horta referia-se aos quatro nomes cardeais da geografia timorense. Lorosae, o Leste e o seu povo; loromonu, o povo do Oeste do país; tasifetu, literalmente "o mar mulher", na costa Norte; tasimane, "o mar homem", da bravia costa Sul.

Estas categorias, sobretudo a suposta divisão ou inimizade entre lorosaes e loromonus, têm sido o pretexto e o contexto de violência e tensão em Timor-Leste desde o início de 2006.

Foi contra uma alegada discriminação étnica que cerca de seiscentos mil itares das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) assinaram em Janeiro de 2006 uma petição ao Presidente da República, Xanana Gusmão, e às chefias mi litares, pondo em marcha a engrenagem de uma crise que rebentou no final de Abril.

O candidato José Ramos-Horta deixou em Laga uma mensagem clara sobre isto: "Timor ida deit", em tétum, Timor é um ou uno, repetiu o primeiro-ministro em várias ocasiões do seu longo improviso (seguiu, mas não leu, o discurso de várias páginas que escrevera antes do fim-de-semana).

"Conheço esta terra amada de uma ponta à outra, de Tutuala a Oécussi", isto é, da praia mais a Leste até ao enclave dentro da metade indonésia da ilha.

"Ajudei a fazer o diálogo em vários sítios de conflito", recordou José Ramos-Horta.

O comício de lançamento de Ramos-Horta à Presidência foi longo e organi zado, respeitando o protocolo lido, à chegada, por um mestre de cerimónias.

Foi folclórico, com dançarinos tradicionais que receberam a comitiva com tambores.

Foi solene, porque o comandante Cornélio da Gama "L7" pediu, durante ce rca de quinze segundos, um minuto de silêncio pelos heróis caídos pela pátria.

Foi inflamado, quando desfilaram ao microfone militantes de diferentes distritos do país.

Foi político, com as explicações do candidato sobre o que o preocupa e o motiva: o combate à pobreza.

Foi descontraído, pois José Ramos-Horta aconselhou as várias centenas d e pessoas presentes no comício a "aproveitar" tudo o que os candidatos dão ao povo durante a campanha.

"Em 1999, o povo recebeu dinheiro, bicicletas, t-shirts vermelhas e brancas", as cores nacionais da Indonésia, "perdeu sangue, e depois votou pela inde pendência", recordou José Ramos-Horta.

"Digo a esse povo analfabeto, pé-descalço: recebam todas as camisolas, vão às festas todas, onde se mata o búfalo e se come arroz, como eu hoje vos dou do meu búfalo", desafiou o candidato.

"Se depois votarem noutro, eu direi que esses malandros me enganaram. Mas serão malandros inteligentes que merecerão o meu respeito", concluiu o primei ro-ministro, sublinhando, perante a multidão sorridente, que respeitará o resultado das eleições.

O anfitrião do comício de José Ramos-Horta foi o veterano Cornélio da Gama "L7", que vive em Laga mesmo junto ao recinto onde decorreu o anúncio da candidatura.

"L7" é o líder do UNDERTIM, Unidade Nacional Democrática da Resistência Timorense, e a sua marca ficou na cerimónia de hoje, onde a palavra de ordem de abertura foi: "Resistir é vencer, a luta continua. Resistir sim, render nunca!" .

A notícia da candidatura precedeu o anúncio em três dias. O primeiro-mi nistro timorense, sem que fosse essa a sua intenção, revelou os seus planos quinta-feira à tarde, em entrevista à Aljazzeera. O "scoop" foi difundido nessa noite, hora de Díli, "14h00, Hora de Meca".

A difusão global da notícia não estragou a festa em Laga. José Ramos-Horta subiu de véspera a Baucau (a 20 quilómetros de Laga), "como cidadão, em viatura particular e pagando todas as despesas", conforme frisou à Lusa numa entrevista que antecedeu o jantar com o bispo D. Basílio do Nascimento.

"Não devo grandes favores a nenhum partido", respondeu o primeiro-ministro sobre a aparente leveza de disposição no momento de entrar na corrida presidencial.

"A minha candidatura é, em primeiro lugar, um dever de consciência", afirmou.


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