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ONU fica em Timor
até Junho de 2004

- 29-Apr-2003 - 10:38


Envolvimento da comunidade internacional na construção da paz e na solidificação das instituições terá que continuar


O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, sem votação, a renovação da sua missão em Timor-Leste, UNMISET, por mais um ano.
A decisão significa que a ONU estará directamente envolvida em Timor-Leste até Junho do próximo ano, quando forem retirados os últimos polícias da ONU. Seja como for, já começaram os alertas para os perigos e dificuldades que o país vai atravessar quando esta se retirar.


Antes disso, até Maio, a UNMISET deverá retirar os últimos membros do seu "Grupo de Apoio Civil", composto por peritos que ajudam na administração pública de Timor e também os seus últimos soldados.

O embaixador de Timor-Leste junto dos Nações Unidas, José Luís Guterres, disse contudo que os actuais pormenores do mandato da UNMISET poderão ser modificados em "caso de ameaças externas".

"Mas se tudo correr bem o mandato da ONU termina em Maio de 2004," acrescentou.

Durante o debate de mais de três horas do relatório do secretário-geral da ONU sobre a situação em Timor-Leste alguns dos diplomatas manifestaram a necessidade de se começar já a debater a ajuda bilateral e multilateral a Timor-Leste após a retirada da UNMISET.

Apesar desta decisão, já começaram os alertas para os perigos e dificuldades que Timor-Leste vai atravessar quando esta se retirar do país.

O novo calendário de retirada da UNMISET do território prevê o fim da presença policial da ONU até Maio do próximo ano, o fim da presença militar até Junho e o fim do Grupo de Apoio Civil até Maio.

Diplomatas da ONU envolvidos no processo de Timor Leste afirmam que se até ao final do mandato "os desafios vão ser enormes", o país enfrentará "obstáculos gigantescos quando a ONU fechar as portas".

Existe o receio, em muitos sectores da ONU, que a comunidade internacional deixe de prestar atenção às necessidades de Timor quando a UNMISET terminar as suas actividades.

O representante especial do Secretário Geral em Timor Leste, Kamalesh Sharma, disse que a melhoria da situação económica do país vai ser um processo "longo e árduo".

Sharma fez notar que Timor-Leste é o pais mais pobre do sudeste asiático afirmando que há uma taxa de mortalidade infantil de 80 por cada 1000 nascimentos, 43% dos adultos são analfabetos e 46 por cento dos leste timorense "nunca frequentaram uma escola". Isto resulta numa força de trabalho sem capacidade técnica ou especialização.

Kamalesh Sharma disse ainda que "dois em cada cinco" timorenses vivem com um rendimento abaixo dos 55 cêntimos americanos por dia, que o Produto Interno Bruto per capita é de 500 dólares e que a expectativa de vida no país é de 57 anos.

A maior parte da população pratica agricultura de subsistência através de meios de produção "extremamente rudimentares", o que faz com que a produtividade agrícola seja a mais baixa do sudeste asiático, acrescentou.

O diplomata da ONU alertou o Conselho de Segurança para o facto de que devido à situação de pobreza e de fracas instituições publicas Timor Leste vai continuar a precisar da ajuda internacional após o fim da missão da UNMISET no próximo ano.

"O envolvimento da comunidade internacional na construção da paz e de instituições terá que continuar," disse Sharma, afirmando que é intenção da UNMISET estudar "opções" de como essa ajuda internacional poderá ser prestada.

No seu relatório, o secretário geral da ONU, Koffi Annan, tinha anteriormente alertado para o facto de que Timor Leste enfrenta uma grave crise de quadros administrativos quando a ONU retirar o seu pessoal do território no próximo ano.

Annan disse que a ONU esta a elaborar planos de ajuda para Timor Leste envolvendo a cooperação bilateral, mas alertou que essa ajuda poderá não ser feita ao nível desejado.

O embaixador de Timor Leste junto das Nações Unidas, Jose Luis Guterres, disse à Agência Lusa que há também o receio que a atenção da comunidade internacional se vire para outros focos de tensão.

"A ajuda internacional não é elástica e muitos países poderão ter preocupações ou interesses diferentes daqueles que têm agora e poderá haver situações noutras regiões que mereçam mais atenção do que Timor", acrescentou.

O embaixador de Angola na ONU, Ismael Martins, aproveitou os debates sobre a renovação do mandato da UNMISET para alertar os restantes membros deste órgão máximo da ONU para a necessidade da continuação da ajuda a Timor.

Ismael Martins fez notar Timor Leste é uma "historia de sucesso" da comunidade internacional e da ONU e que portanto há que assegurar esse sucesso mesmo após o fim da UNMISET.

"É preciso que sejam feitos novos compromissos por parte da comunidade internacional," disse o embaixador angolano para quem é "vital assegurar os investimentos comuns feitos neste processo que podemos considerar como uma história de sucesso comum da comunidade internacional e do povo timorense".

Muitos dos países do Conselho de Segurança concordaram com este apelo.

A delegação britânica garantiu que o país "jogará o seu papel" em qualquer programa de ajuda pós UNMISET e sublinhou que "não pode haver um intervalo" entre o fim da missão da ONU para Timor-Leste e novos programas bilaterais.

Para esse efeito disse que o conselho de segurança deve começar o mais rapidamente possível um processo de consultas sobre esse processo. A França e Alemanha concordaram.

A delegação francesa disse numa declaração ser "óbvio" que se a ONU quer assegurar os sucessos alcançados até agora em Timor-Leste o envolvimento das Nações Unidas e da comunidade internacional vai ter que continuar de "uma forma ou outra".

Mas apesar destas promessas muitos especialistas da ONU vêm o futuro pós UNMISET com alguma apreensão fazendo notar que no seu relatório Kofi Annan sublinhou que muitos países não fizeram até agora as contribuições que haviam prometido para a actual fase de ajuda.

FOTO ANTONIO DASIPARU/EPA/LUSA


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