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  Entrevista
Angola no clube nuclear?
- 8-May-2007 - 16:41

Só lhe faltava mais isto para ser olhado de viés por sul-africanos, congoleses e todos os que estão em seu redor. A fazer fé na Manchete do Notícias Lusófonas, e na boa vontade chinesa em ajudar a desenvolver o País, Angola vai de vento em poupa.


Já quase nada lhe falta para ser, claramente, uma potência regional e começar a ser vista por outros olhos que não só os de África como país a ter em conta…

Acho que está na altura de colocar aqui um texto que escrevi, em Abril de 2003, sobre a invasão norte-americana no Iraque e que era para ter sido publicado – se o foi nunca o soube – no Jornal de Angola…

“ANGOLA QUE SE CUIDE”

Quando há algumas semanas deixei no ar a hipótese da emergente Guerra do Golfo II não se ficar somente pelo Iraque alastrando-se por países limítrofes (Síria e Irão) esperava que a Coligação tivesse alguma contenção e, caso mantivesse a sua atitude de prolongar o conflito por aqueles Estados, o fizesse o mais tarde possível.

Todavia, constata-se que essa não é o pensamento do membro mais poderoso, ou mais beligerante, da Coligação. De facto, desde o final desta semana que a Administração Bush, quer através do seu presidente Bush, quer por via do Secretário da Defesa, Rumsfeld, ou do doutrinador Secretário-adjunto da Defesa, Wolfowitz (1), vem deixando no ar a hipótese de “punir” a Síria, um dos “parceiros do Eixo do Mal”, reconhecendo-a, agora, como um Estado ditatorial mas, acima de tudo, um Estado fomentador e co-financiador de movimentos terroristas anti-israelitas – o Hezbollah é o caso mais evidenciado, por também apoiado pelo Irão -, guardião de material bélico químico-biológico e de acoitar antigos membros e dirigente políticos iraquianos.

Mas porquê a Síria e não o Irão. O maior inimigo dos norte-americanos e com quem mantém uma questão de vingança nunca resgatada. Além de tudo mais, os iranianos são os maiores defensores do islamismo e dos maiores financiadores movimentos anti-judaicos e, ou, não-cristãos.

É simples; a Síria está próxima do Estado de Israel e vem reclamando, ao um tempo a esta parte como contrapartida de um abrandamento de atentados contra Israel a partir do Líbano e da Síria, a devolução dos estratégicos Monte Golan perdidos nas Guerras dos 6 dias (1968) e de Yon Kippur (1970). Por outro lado é preciso não esquecer que os principais, e maiores, financiadores dos EUA são financeiros judeus, ou pró-judaicos, sedeados em New York. Daí que os sírios sejam, ou perfilem-se, como a próxima vítima do neo proto-hegemonismo americano; isto apesar do outro parceiro da Coligação o vir desmentindo sistematicamente essa possibilidade. Os interesses que os britânicos mantém naquele país são muito importantes. Por outro lado, um Estado de Israel muito forte seria o completo redesenhar do Médio Oriente. E isso a Europa nunca iria, de todo, aceitar.

E depois da Síria, será o Irão? a Jordânia – antigo aliado, ou não hostilizador, do Iraque? a Coreia do Norte? – que a própria Rússia, pela voz do seu vice-Ministros das Relações Exteriores, Alexander Lossioukov, já considerou ser uma zona muito complicada e aconselhou os norte-coreanos a colaborarem com as autoridades onusianas? o Sudão, a Líbia? Como referia há dias o meu colega e amigo Prof. Mário Pinto de Andrade, em entrevista à TPA, os EUA começam a sentirem-se como a hiperpotência com falta de um contrapeso à sua crescente influência no areópago internacional.

Mas, e o que pode ter isto a haver com Angola? Qual tem sido a desculpa dos EUA e dos países da Coligação para atacarem, ou veladamente ameaçarem, os diferentes países? Serem portadores de armas de destruição maciça, química e biológica.

Mas dirão que Angola não se enquadra nestes parâmetros. E o Iraque provou-se a existência de armas deste calibre? Até agora parece que não. Mas tinha mísseis balísticos; de facto. Tal como a Síria, como o Irão, como a Coreia do Norte, como a China, como a Rússia, e como os EUA ou o Reino Unido. Só que estes cinco últimos têm-nos intercontinentais.

E Angola, só deverá ter uns pequenos projécteis balísticos de curto alcance. Alguns poucos SAM6 dos primórdios da Guerra-Civil. De facto. Mas podem ser carregados com uma qualquer bactéria. É que Angola, como qualquer Estado que se quer desenvolvido, e utilizando a sua “massa cinzenta”, deverá querer criar laboratórios para estudar e desenvolver meios veiculares que protejam a sua população de diferentes endemias, como a cólera, a febre amarela, a malária, etc. Ora estas endemias para serem combatidas têm de ser armazenados alguns genes para, mais tarde, poderem ser feito vacinas. Pois essa armazenagem, na concepção de alguns dirigentes americanos, tornam esses Estados em potenciais Estados do Mal, por portadores de agentes químicos.

E com a solidificação da Paz, Angola começa a perspectivar-se como uma potência local... E de potência local a potência regional com capacidade de projecção... É preciso que eles deixem. Uma vez mais vou beber às palavras do analista e académico Mário P. de Andrade “... é necessário criar um contrapeso à crescente influência dos EUA no Mundo.” E a ONU não me parece ser, actualmente, a entidade ideal.

14-Abr-2003

Parece que quatro anos depois o texto não perdeu assim muito da sua actualidade. Porque na altura se só pensava em produtos bacteriológicos agora já se pode pensar, também, em ogivas nucleares.

Angola diz que a acontecer o desenvolvimento nuclear será só para fins pacíficos e energéticos.

Mas alguém acredita que os EUA acreditarão nisto?

Basta olhar para o Irão…

(1) O Secretário-adjunto da Defesa, Paul Wolfowitz, defende a “Teoria do dominó”, que consiste na mudança completa do mapa político do Médio Oriente. Segundo alguns analistas americanos, esta tese já está a ser implementada, tendo-o sido pelo elo mais fraco, o Iraque.


8-Mai-2007
elcalmeida@gmail.com
http://elcalmeida.home.sapo.pt


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