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  Entrevista
Oitenta e quatro igrejas reconhecidas e 600 a 800 ilegais
- 19-Jun-2007 - 14:13


Existem 84 igrejas reconhecidas e 600 a 800 que funcionam ilegalmente em Angola, algumas cúmplices com os maus-tratos aos denominados "meninos feiticeiros", revelou hoje a directora do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos (INAR), Fátima Viegas.


Em entrevista à Agência Lusa, a responsável reconheceu que muitas dessas igrejas, cujo processo aguarda aprovação, estão a funcionar ilegalmente sem que as autoridades angolanas possam fazer muito, devido à separação entre o Estado e a religião.

"Penso que esta proibição não tem razão de ser, na medida em que somos um Estado democrático e laico que respeita a liberdade de consciência, de eligião e de expressão", afirmou.

"Não temos dados estatísticos fiáveis concretos. Mas podemos fornecer um valor aproximado entre 600 a 800 igrejas que estão à espera do seu reconhecimento", salientou Fátima Viegas.

Actualmente, segundo a directora do INAR, em Angola existem 84 igrejas já legalizadas, além de uma congregação que actua como organização não-governamental e não com princípios doutrinários.

Para Fátima Viegas, a proliferação excessiva de congregações religiosas não é um fenómeno angolano, mas um fenómeno a que hoje se assiste em todas as sociedades, embora no caso angolano haja particularidades que têm a ver com a "instabilidade social e económica" das populações.

"Penso que esta instabilidade social se reflecte um pouco nas pessoas. Lógico, as pessoas desencantadas com a sociedade política foram procurar sustentação e refúgio em outros lugares como a própria igreja", referiu a responsável.

De acordo com a directora do INAR, o desentendimento entre os membros das igrejas também leva à multiplicação, principalmente porque ser dirigente de um desses grupos religiosos dá estatuto e dinheiro.

"A igreja dá um certo estatuto social e económico e o outro questiona-se porque é que também não pode ter esse estatuto. Então, há sempre esta divergência que leva as igrejas a apartarem-se da sua igreja-mãe", referiu.

Fátima Viegas assinalou ainda que a igreja, enquanto não for legalizada, pode funcionar normalmente, não havendo documento nenhum que espelhe que nquanto a igreja não for reconhecida lhe é vedado o seu culto.

Entre os requisitos para a legalização das igrejas em Angola, a lei em vigor no país estabelece que a instituição tem de ter um nome, um corpo outrinário ou princípios, sejam eles cristãos ou não cristãos.

Impõe-se que tenham 100 mil fiéis inscritos com assinaturas reconhecidas e que estejam representadas em dois terços do país, que tenham uma organização com hierarquias bem definidas e que peçam autorização ao Ministério da Justiça, com parecer do Ministério da Cultura, através do INAR.

Apesar do organismo que dirige ainda não ter feito nenhum estudo sobre o fenómeno dos "meninos feiticeiros", Fátima Viegas adiantou que, como investigadora no domínio da sociologia, realizou estudos de campo que confirmam a existência de igrejas ligadas a tais práticas.

"Há igrejas que fazem estes rituais e que nos seus rituais adivinhadores acabam por dizer que a criança é possuída por um espírito maligno" e pais que são membros dessas igrejas ou que as procuram "para desfazer todo este fenómeno de concepção maligna que está na criança", disse.

Fátima Viegas fala de "algumas práticas", como "a oração com velas que são queimadas no corpo da criança" ou a purificação do corpo dos pequenos com perfume atirado para os olhos. Outras vezes "a criança é obrigada a confessar que tem esse demónio".

Há "uma certa colaboração das igrejas com este fenómeno da feitiçaria", disse a directora do INAR, acrescentando que a igreja pode fazer este ritual de purificação, "desde que não calunie dizendo que a criança é feiticeira".

"Não posso conceber que uma criança seja rotulada de feiticeira", explicou a directora, que considerou o fenómeno "condenável".

"Esta é uma das grandes preocupações quando abrimos a rádio, lemos o jornal e ouvimos que a igreja fomenta a divisão no seio das famílias, ao incitar que este ou aquele elemento é feiticeiro", afirmou.

Fátima Viegas reconheceu que "a igreja não está a contribuir de modo algum para a união da família, mas sim a instrumentalizar a feitiçaria e a instrumentalizar o demónio".


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