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  Entrevista
Lula da Silva admite que pessoas do seu partido erraram
- 25-Aug-2007 - 21:50


O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, admitiu hoje que pessoas da sua formação política, o Partido dos Trabalhadores, "erraram" no caso de corrupção conhecido como Mensalão.


Questionado pelo jornal Estadão, em entrevista exclusiva hoje publicada, sobre o comportamento do seu antigo braço direito José Dirceu, Lula afirmou não saber, por "não ser juiz".

"Eu acho que quem errou pagará pelo erro que cometeu. Agora, o que eu quero para mim, para os meus amigos e para os meus adversários é que todos tenham direito à defesa", afirma o Presidente brasileiro na entrevista.

"Eu não sei quem errou. O PT não errou. Eu acho que pessoas do PT podem ter errado", afirma Lula da Silva, adiantando que "o PT não merecia passar pelo que passou".

Entre os 40 acusados do "mensalão" incluem-se importantes ex-governantes, como José Dirceu, Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação) e Anderson Adauto (Transportes).

Do Partido dos Trabalhadores (PT) estão alegadamente implicados ex-parlamentares como José Genoino e João Paulo Cunha e ex-dirigentes, como Delúbio Soares (ex-tesoureiro) e Sílvio Pereira (ex-secretário-geral do partido).

Questionado sobre eventuais impactos do julgamento no seu governo, Lula rejeitou, e defendeu mesmo que o processo tem um efeito moralizador para a democracia brasileira.

O julgamento, iniciado esta semana no Supremo Tribunal Federal, "causa impacto para ele [José Dirceu]. No governo, nenhum. O governo já foi julgado (nas urnas). E vitoriosamente".

"Quem erra paga. Houve uma denúncia, que foi apurada. Saiu do Congresso e foi para o Ministério Público, que fez a sua parte. O MP pediu indiciamento. Foi para o Supremo, que decide ou não se acata o indiciamento. E aí as pessoas serão processadas em função de novas provas e novas investigações. Tem gente que acha que isso é um trauma. Para mim, não. Para mim, isso é um canal de desobstrução da democracia brasileira", afirma Lula.

Visados no processo são ainda líderes de formações aliadas do governo, como o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Partido Liberal (PL), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e Partido Progressista (PP).

Os acusados poderão seguir para julgamento por corrupção activa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, entre outros crimes, a que correspondem penas que podem ir até 12 anos de prisão.

Segundo relata hoje a imprensa brasileira, das três primeiras audiências resultou a validação, pelo Supremo, da acusação contra 19 dos 40 acusados pelo Ministério Público brasileiro.

Entre estes estão o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, e o ex-governante Luiz Gushiken, por peculato.

Os empresários Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Henrique Pizzolato e Cristiano Paz são acusados de corrupção activa, peculato e lavagem de dinheiro.

Enfrentam acusação de lavagem de dinheiro Simone Vasconcelos, Geiza Dias dos Santos, Rogério Tolentino, Anderson Adauto, Paulo Rocha, Professor Luizinho, João Magno, Anita Leocádia e José Luiz Alves.

O Supremo validou ainda a acusação de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro contra quatro altos responsáveis do Banco Rural: Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinícius Samarame e Ayanna Tenório.

Os auditores do Banco Central concluíram que os dirigentes do Banco Rural "efectuaram 19 operações de crédito com as empresas de Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach e Rogério Tolentino [absolvido], e com o Partido dos Trabalhadores [do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva], totalizando 292,6 milhões de reais (perto de 108 milhões de euros)".

Estes empréstimos correspondiam a 10 por cento da carteira de crédito da instituição e, segundo a mesma fonte, "não apresentavam a correcta classificação do nível de crédito".

Segundo a acusação, era dos seus escritórios que saíam malas de dinheiro destinadas a parlamentares de partidos aliados do governo, que as aceitavam a troco da aprovação de projectos governamentais que viessem a passar pelo Congresso.

A Procuradoria-Geral calcula que tenham sido desviados para os subornos perto de 55 milhões de reais (cerca de 22 milhões de dólares, à altura dos acontecimentos).

Na sexta-feira, O Supremo rejeitou a acusação de peculato contra José Dirceu, o que deverá beneficiar outros ex-responsáveis do Partido dos Trabalhadores, como José Genoino, Delúbio Soares e Sílvio Pereira.

O antigo "braço direito" de Lula da Silva enfrenta ainda acusação de formação de quadrilha e corrupção.

A decisão do Supremo sobre os 40 acusados deverá terminar na próxima terça-feira.


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