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  Cultura
Consequências pós-inundações incluem epidemias e perda de produção
- 19-Jan-2008 - 15:39


Água contaminada, epidemias, habitações e produções agrícolas destruídas são algumas consequências habituais das cheias no Norte e Centro de Moçambique, mas apesar destes efeitos as comunidades locais regressam às origens porque é aí que estão as "machambas" (terreno agrícola) férteis.


O director da OIKOS, organização não-governamental que está em Moçambique desde 1991 e tem realizado trabalho de apoio junto da população afectada pelas cheias, disse à Agência Lusa que são várias "as consequências a longo e médio prazo", desde sociais, ambientais, económicas e de saúde.

Com as cheias, surgem as águas contaminadas, as epidemias, como surtos de cólera, e as habitações, produções agrícolas e vias de acesso rural ficam completamente destruídas, sublinhou João José Fernandes, adiantando que outra das consequências é a erosão dos solos.

"Como as cheias são cíclicas e praticamente acontecem todos os anos, o desgaste dos solos é maior e, à mínima subida, as águas circulam com maior rapidez e violência", afirmou, realçando que "todo o ecossistema é afectado".

Mas assim que as águas sobem há "impactos imediatos" para as populações locais, que vêem as suas vidas interrompidas, além das escolas e dos centros de saúde fecharem.

O director da OIKOS disse que as comunidades perdem os bens pessoais, ficando também sem os alimentos e as sementes que tinham armazenados.

João José Fernandes adiantou que as populações são retiradas das suas casas. Este ano em Moçambique as cheias já causaram mais de 66 mil desalojados, e muitos vão viver para os centros de reassentamento" (locais de acolhimento), onde, na opinião do responsável pela OIKOS, "há falta de condições de higiene".

Depois das cheias e da destruição, as populações voltam às origens, onde têm as suas pequenas propriedades, "machambas", e os familiares sempre viveram, disse à Lusa Beça Ribeiro, antropólogo e docente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

"Não têm grandes alternativas se não regressarem para o local onde sempre viveram", adiantou o antropólogo, destacando que também é nestas zonas, junto aos rios, que as terras são mais férteis.

Embora as ONG trabalhem junto das pessoas durante as cheias, é após as inundações e no regresso aos locais de origem que mais se destacam os apoios.

O director da OIKOS disse que "há um trabalho intenso de apoio no retorno das pessoas", referindo que no ano passado a organização apoiou o tratamento da água e a reabilitação do saneamento e das produções agrícolas.

Paralelamente, as ONG sensibilizam também as populações para que não voltem a construir as casas nas zonas de maior risco, facilmente inundadas, acrescentou.

Num artigo publicado recentemente, com o título "Regulação do fluxo do Rio Zambeze: que consequências?", o biólogo Carlos Bento referiu que o padrão de vida da população local "mudou bastante".

"Antigamente a agricultura estava sincronizada com as cheias. Na época seca as populações viviam em acampamentos temporários e praticavam a agricultura nas áreas baixas, ricas em nutrientes trazidos pelas cheias da época transacta. Simultaneamente, pescavam e secavam o peixe que era a principal fonte de proteínas. No final da colheita as populações recolhiam os seus haveres para zonas altas onde se preveniam das cheias. Este ciclo acontecia todos os anos", escreveu o biólogo.

Nos últimos anos, segundo Carlos Bento, as populações "estabeleceram residências permanentes junto ao rio e em zona de inundações" e nos anos em que a barragem de Cahora Bassa liberta grandes quantidades de água "os danos humanos e materiais são avultados".

O biólogo adiantou que "o hábito de lidar com as cheias foi perdido ao longo do tempo pelas gerações subsequentes à conclusão da barragem de Cahora Bassa", que começou a funcionar em 1974.


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