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  Cultura
Ximenes Belo apela a entendimento entre dirigentes políticos
- 5-Jun-2003 - 15:25

O bispo resignatário de Díli, Ximenes Belo, lançou hoje no Porto um apelo aos dirigentes políticos de Timor- leste para que se entendam e "trabalhem para o bem do povo".


"Eles foram todos eleitos pelo povo, a sua obrigação é limarem as dificuldades e trabalharem para bem do povo. Apelo a todos os políticos para que se entendam", afirmou.

Para o Prémio Nobel da Paz, "o que é preciso é uma verdadeira reconciliação", só possível, frisou, se os políticos "abandonarem as diferenças" que os separam.

Ximenes Belo, que falava numa conferência promovida pela Fundação para o Desenvolvimento Social do Porto, salientou que "o povo timorense está satisfeito com a independência", mas o país ainda tem muitos problemas para resolver.

Assinalou, nesta sequência, que os timorenses têm uma esperança de vida de apenas 56 anos, um quinto da população vive apenas com um dólar por dia, o salário mínimo é de 80 dólares e três quartos da população vive de uma agricultura de subsistência.

"Somos independentes, mas também somos o país mais pobre da Ásia", lembrou, acrescentando que "a independência foi uma coisa boa, mas a luta continua, agora contra a pobreza e o subdesenvolvimento".

Nesse sentido, lançou também um apelo à comunidade internacional, em especial às Nações Unidas, considerando que, "se ainda há muitos problemas, é porque a ajuda não é suficiente".

"As Nações Unidas fizeram o possível, ajudaram a realizar as eleições, mas para a reconstrução material do país a ajuda não foi suficiente", referiu.

Preocupado com o eventual "esquecimento" de Timor, devido ao aparecimento de outros países que necessitam de ajuda, o bispo lançou um apelo "para que isso não aconteça".

Relativamente à ajuda de Portugal, apontou para a necessidade de um maior esforço para a preservação da língua portuguesa, que é a língua oficial de Timor Leste mas ainda é rejeitada por muitos timorenses, especialmente os que estudaram na Indonésia.

"Lanço aqui um apelo ao governo português: se quer que a língua portuguesa persista em Timor, é preciso que haja um maior esforço para a fazer vingar", frisou.

"Apesar desse grupo (que contesta o português como língua oficial), os timorenses também se consideram emocional e afectivamente portugueses", acrescentou.

A "verdadeira" reconciliação entre os timorenses, a realização de julgamentos justos para os crimes de guerra e a resolução do problema dos antigos guerrilheiros que não conseguem integrar-se na sociedade são, na perspectiva de Ximenes Belo, questões essenciais que devem ser resolvidas para permitir o desenvolvimento do país.

Numa curta intervenção que antecedeu a do Prémio Nobel da Paz, o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, afirmou que a luta pelos direitos humanos "não se confina aos países longínquos", existindo também em cidades como o Porto.

"Não estarei tranquilo enquanto houver pessoas que não têm o essencial, enquanto houver gente que vive em casas onde chove, no meio de ratos", disse o autarca, recordando que os direitos humanos não são apenas políticos, mas também sociais.

Nesse sentido, salientou que a prioridade dada às questões sociais pelo actual executivo municipal tem como objectivo "olhar para os que não têm voz e lutar para que atinjam patamares superiores de qualidade de vida".

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