Anuncie no Noticias Lusofonas
           As Notícias do Mundo Lusófono
 Notícias de Angola Notícias do Brasil Notícias de Cabo Verde Notícias da Guiné-Bissau Notícias de Moçambique Notícias de Portugal Notícias de São Tomé e Príncipe Notícias de Timor Leste
Ir para a página inicial de Noticias Lusofonas desde 1997 toda a lusofonia aqui
 Pesquisar
 
          em   
 Notícias

 » Angola
 » Brasil

 » Cabo Verde
 » Guiné-Bissau
 » Moçambique
 » Portugal
 » S. Tomé e Príncipe
 » Timor Leste
 » Comunidades
 » CPLP
 
Informação Empresarial
Anuncie no Notícias Lusófonas e divulgue a sua Empresa em toda a Comunidade Lusófona
 Canais


 » Manchete
 » Opinião
 » Entrevistas
 » Cultura
 » Comunicados
 » Coluna do Leitor
 » Bocas Lusófonas
 » Lusófias
 » Alto Hama

 » Ser Europeu

Siga-nos no
Siga o Notícias Lusófonas no Twitter
Receba as nossas Notícias


Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui
Add to Google
 Serviços

 » Classificados
 » Meteorologia
 » Postais Virtuais
 » Correio

 » Índice de Negócios
 
Venha tomar um cafezinho connoscoConversas
no
Café Luso
 
  CPLP
Reserva e desconforto na utilização do termo lusofonia
- 9-May-2008 - 19:42


A reserva e o desconforto relativamente à utilização do termo "lusofonia" foram evidenciadas hoje em Lisboa pelo secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua portuguesa (CPLP).


Segundo o embaixador Luís Fonseca, "ainda existem fortes interrogações a respeito da lusofonia, particularmente em países onde ainda persistem memórias do período e dos conflitos coloniais".

Luís Fonseca, que falava num colóquio organizado pela CPLP, Círculo de Reflexão Lusófona e Instituto de Estudos Europeus da Universidade Católica, acrescentou não haver surpresa que, "por parte de muitos intelectuais e dirigentes africanos, haja alguma reserva e certo desconforto na utilização da expressão no manejo do conceito".

O colóquio inscreve-se na semana cultural da CPLP promovida pela presidência da organização, Guiné-Bissau, que termina domingo.

"Vale a pena realçar a circunstância de no acto constitutivo da CPLP não existir qualquer referência à expressão 'lusofonia'", salientou.

Luís Fonseca destacou ainda o facto da expressão não constar nos documentos oficiais da CPLP, apesar de "nas declarações públicas, figuras de todos os países de língua portuguesa a ela se referirem".

O secretário-executivo da CPLP salientou ainda que a lusofonia chegou a ser considerada "como fundamento da CPLP" nos Encontros Luso-Afro-Brasileiros que precederam a sua criação.

"Mas essa hipótese deparou-se com forte oposição. Em termos muito simples, defendia-se não ser aplicável a qualificação de lusófona a um país somente porque o português era a língua oficial, mas não utilizada por uma percentagem importante da população", adiantou.

Luís Fonseca defendeu, contudo, que não se deve concluir que "existe uma rejeição oficial da lusofonia".

Chefes de Estado, membros de governo e diplomatas socorrem-se das expressões "lusofonia e mundo lusófono", sustentou.

"Para que a lusofonia seja o cimento da CPLP, ela terá que traduzir, para além da língua, interesses e valores comuns que possam traduzir-se em mais-valias para os cidadãos de todos os nossos países", disse.

Mas, insistiu, "terão que ser interesses e valores partilhados por todos os Estados voluntariamente assumidos".

O secretário-executivo da CPLP defendeu "uma melhor e mais eficaz utilização dos órgãos de comunicação social para dar a conhecer" cada um dos oito países que integram a comunidade como proposta para reforço da lusofonia.

"Muito dependerá do empenho político que for colocado na aplicação das recomendações sobre a cidadania e circulação" no espaço da CPLP, sustentou.

"Na verdade, parte do problema reside no facto de as opiniões públicas e, particularmente, grande parte da intelectualidade não terem sido suficientemente convencidas da validade da lusofonia como cimento agregador de uma comunidade de povos que aprofundaria a Comunidade de Estados já existente", salientou.

Luís Fonseca reconheceu, por outro lado, que o facto de haver maior produção teórica sobre a lusofonia em Portugal e no Brasil resulta na dominação da influência da percepção luso-brasileira relativamente aos outros Estados-membros.

"Sobretudo nos países africanos, registam-se dúvidas sistemáticas sobre a validade do conceito da lusofonia enquanto factor de identidade supranacional. A lusofonia é por vezes entendida como uma forma de tentativa de hegemonia da língua portuguesa sobre as línguas nacionais, da cultura portuguesa sobre as restantes", frisou.

Para responder a estes desafios, Luís Fonseca considera indispensável um "esforço para integrar na visão actual da lusofonia as necessárias componentes que traduzem as realidades e expectativas dos países do Sul".

"De contrário, o risco é muito grande de aparecerem expressões de forte contestação e fenómenos de rejeição, até de cariz identitário", concluiu.

A CPLP reúne Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.


Marque este Artigo nos Marcadores Sociais Lusófonos




Ver Arquivo


 
   
 


 Ligações

 Jornais Comunidades
 
         
  Copyright © 2009 Notícias Lusófonas - A Lusofonia aqui em primeira mão | Sobre Nós | Anunciar | Contacte-nos

 edição Portugal em Linha - o portal da Comunidade Lusófona Criação de Sites e SEO Algarve por NOVAimagem