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  CPLP
Narcotráfico, miséria e ditadura fazem explodir a Guiné
- 2-Mar-2009 - 18:16


Eugénio Costa Almeida e Orlando Castro comentam para o NL a situação neste país lusófono em que o seu Presidente da República foi assassinado

«A Guiné-Bissau é, ou assim tem sido, convenientemente, considerado um País pobre, débil e sem grandes recursos económicos”, afirmou ao NL o mestre em Relações Internacionais Eugénio Costa Almeida, acrescentando que, apesar disso, “tem mostrado ser um poleiro apetecível para muitos que querem o poder, seja de que forma for, e seja de que ocultos interesses possam estar por detrás desse apetite”. Já o jornalista Orlando Castro, salienta “que os assassinatos mostram, mais uma vez, a falência de alguns organismos internacionais, caso da CPLP, bem como a preponderância de Angola que avisou Nino Vieira e até se propôs retirá-lo antes do ataque”.


Por Mafalda Sá Norton

Num cenário, afirma Eugénio Costa Almeida, de “várias intentonas, atentados e vitimizações que nestes 33 anos de vida o País passou, importa também não esquecer a morte de alguns oficiais generais nunca esclarecidas”.

“Sabe-se que muito do dinheiro que a Comunidade internacional forneceu à Guiné-Bissau teve destino diferente do que os doadores prescreviam. Desde palacetes vistosos a viaturas de alta cilindrada ou compra de produtos não legalmente consumíveis muitas têm sido as acusações e nada a Comunidade fez para evitar o descalabro onde caiu o País”, salienta Eugénio Costa Almeida.

Orlando Castro considera que a CPLP, por exemplo, “esquece-se que não basta pedir aos pobres dos países ricos para dar aos ricos dos países pobres ou, ainda, que haver eleições em que os guineenses votam com a barriga significa apenas a legitimação de uma ditadura pelos votos e não uma democracia”.

Sobre a mais do que provável possibilidade de o Senegal e ou a Guiné-Conacri estarem de olho em Bissau, Eugénio Costa Almeida lembra que “a quase certeza de bons veios petrolíferos nas costas Bissau-guineense têm levado a que países vizinhos olhem para o País como uma futura província a ser integrada nesses países”.

Orlando Castro admite como plausível o interesse dos países vizinhos, mas acrescenta a posição de Angola, “país que tem tudo, desde logo forças militares, para assumir um papel musculado na resolução de conflitos regionais, estando nesse âmbito a Guiné-Bissau”.

“O facto de dirigentes angolanos terem estado na casa de Nino Vieira antes do ataque, propondo-lhe uma fuga em segurança, revela a capacidade de Luanda em antecipar golpes e de, igualmente, saber o que se passa em vários tabuleiros”, salienta Orlando Castro.

“Se a tudo isto se juntar a situação do narcotráfico, a mistura é explosiva e ultrapassa as questões de política interna”, diz Orlando Castro, ao que Eugénio Costa Almeida junta uma pergunta:

“Onde estavam aqueles que, em tempos, derrubaram e prenderam um presidente de um país latino-americano por causa do narcotráfico? Onde estavam os polícias europeu que, periodicamente iam fazer cursos de formação a Bissau? Não tinham competências para dizer aos seus países basta? Ou as viagens também lhes eram proveitosas?”

Reforçando que “os problemas são – ou parecem indiciar – motivados por comandos de grupos empresariais de actividades pouco lícitas – recordemos o que transportavam dois aviões aprendidos e quem depois quis ficar com o seu conteúdo – e em terreno estão forças militarizadas bem armadas e, parece, decapitadas dos seus dois líderes por estes não terem sabido, ou não querido, partilhar o “seu estreito e lucrativo poleiro”, Eugénio Costa Almeida, sugere uma medida radical:

“Dado que os militares que estão na Guiné-Bissau, nomeadamente os seus quadros superiores, ainda enfermam de resquícios da guerrilha em detrimento dos modernos valores castrenses de se limitarem à defesa da integridade territorial e política do Pais e deixar o Poder aos políticos, seria conveniente que a CPLP, temporariamente, assumisse o controlo militar e recriasse umas forças armadas modernas e claramente dependentes do poder político”.

Orlando Castro concorda com esta solução, apesar de a considerar “utópica no contexto da leviana actução de algo que só serve para satisfazer o ego de meia dúzia (a CPLP)”, e salienta que “Portugal, a ONU e a CPLP – entre outros – parecem ter esquecido os crimes que Nino Vieira cometeu ao longo dos seus mandatos em que revelou, de facto e de jure, ser apenas mais um ditador”.

“Será que ninguém se lembra que Nino Vieira esteve metido até ao pescoço em crimes de sangue e de corrupção mais do que activa? Que Nino Vieira usou todo o género de truques, de golpes, para se perpetuar no poder, afastando politica ou fisicamente quem lhe fez sombra, seja ele Kumba Ialá ou Carlos Gomes Júnior, líder do PAIGC e agora primeiro-ministro que em tempos disse que Nino teria sido o mentor do assassinato do Comodoro Lamine Sanha?”, pergunta o jornalista Orlando Castro.

Por último, enquanto Orlando Castro diz que os elogios agora feitos a Nino Vieira “são um atentado à dignidade e ao respeitos que os guineenses merecem”, Eugénio Costa Almeida alerta “para as movimentações que, possivelmente, poderão ser efectuadas por um antigo candidato, e sempre putativo presidente que nunca aceitou a deposição, junto de militares da sua “família” étnica para a (re)tomada do poder”.


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