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  CPLP
«Africanos devem procurar o seu próprio modelo de desenvolvimento»
- 27-May-2009 - 16:00


O secretário-executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Domingos Simões Pereira, desafiou hoje os africanos a encontrarem o seu próprio modelo de desenvolvimento, defendendo que este deve assentar na educação.


"Se pudéssemos imaginar um mundo fechado onde o resto não contasse devíamos ser capazes de encontrar os melhores mecanismos para sair da situação em que nos encontramos. Mas, o contexto das ligações económicas e das parcerias oferece-nos oportunidades que têm que ser melhor utilizadas. Só poderemos utilizá-las melhor se conseguirmos conceber, ousar inovar, sermos persistentes e capazes de planificar o nosso próprio desenvolvimento", disse Simões Pereira.

O secretário-executivo da CPLP falava à agência Lusa à margem do terceiro congresso sobre África Lusófona, que decorre em Lisboa, e até sexta-feira analisa os contributos africanos para a construção de um paradigma global de desenvolvimento.

Domingos Simões Pereira, cuja intervenção abriu os trabalhos do congresso, lembrou que durante muitos tempo os estados africanos se julgaram obrigados a seguir um roteiro de reformas definido no exterior, por um lado para beneficiar das ajudas e por outro por acharem que esses roteiros seriam a receita garantida de sucesso, uma perspectiva que está a ser revista a nível global.

"É importante que a inversão que os conceitos económicos estão a ter seja acompanhada por África no sentido de compreender que é Africa que tem que fazer a avaliação dos mecanismos, dos métodos e dos paradigmas que deve aplicar. Haverá traços comuns e universalistas, mas é África que tem que construir o seu modelo", considerou.

Para o responsável, é chegada a altura de os africanos "procurarem mais" o que apelidou de "paradigma escondido" do desenvolvimento africano, que em seu entender deverá misturar "os dados políticos do modernismo ocidental com a África profunda ainda pouco conhecida pelos próprios africanos".

Sustentou que a construção do novo modelo deve assentar na educação, defendendo que a concentração de conhecimento num reduzido número de pessoas é um dos principais factores de conflito no continente africano.

"Não podemos continuar a pensar que 10 por cento da população decide o que o resto faz porque isso cria desconfianças. O principal factor dos conflitos em África tem a ver com o facto de não haver uma grande disseminação das capacidades de participação no processo do desenvolvimento", sublinhou, acrescentando que a solução passa por colocar "a educação na mão das pessoas".

Por seu lado, o professor Armando Marques Guedes, sustentou que se está a passar actualmente de uma perspectiva eurocentrista para uma perspectiva "baciocentrista", sublinhando a importância estratégica das bacias do Atlântico, Índico e Pacífico.

"O novo 'Mare Nostrum' será o Atlântico, onde estão as nove maiores reservas de petróleo do mundo, e daqui a 10 anos quando se falar do Golfo, estar-se-á a falar do Golfo da Guiné", disse Armando Marques Guedes.

Acrescentou que há uma faixa que será da lusofonia, desafiando os países da CPLP a "organizarem a casa" e a integrarem-se na Bacia do Atlântico para "garantirem protagonismo nos novos blocos emergentes".

O Congresso África Lusófona 2009 - Paradigma Global:Contributos Africanos é organizado pela linha de investigação africanista e da lusofonia da Universidade Lusófona.


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