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  Cultura
Joaquim Massena alerta para confusão entre reabilitação e demolição no Porto
- 3-Feb-2010 - 11:38


«O Porto poderá estar a perder gradualmente parte da sua história e identidade e a transformar-se numa cidade apática, fria e sem memória, dada a dissonância que existe actualmente entre o conceito de reabilitação e as intervenções que estão a ser levadas a cabo no centro da cidade.»


«Este é o alerta de Joaquim Massena, arquitecto que tem estado envolvido em vários projectos que visam a preservação do património da cidade, como a reabilitação do Mercado do Bolhão e o restauro da Igreja da Lapa, entre outros.

Embora considere que a reabilitação por quarteirões “faz todo o sentido enquanto plano estratégico”, Joaquim Massena alerta para o facto de as intervenções que têm vindo a ser realizadas na cidade estarem a apagar a história dos edifícios.

O arquitecto defende que a reabilitação do património tem vindo a ser vulgarizada e muitas vezes confundida com “fachadismo”, adjectivo criado pela classe para se referir às intervenções que demolem o interior dos edifícios, deixando apenas a respectiva fachada.

Segundo Massena, “a actual e excessiva preocupação economicista existente é prejudicial à memória, às pessoas e aos costumes da cidade do Porto, fortemente assinalada pela tenacidade da história”.

Para o arquitecto, a reabilitação visa cuidar do futuro e em nada está relacionada com a demolição, que o mesmo classifica como “o acto mais pobre dos ignorantes”.

“A conservação, o restauro e a reabilitação exigem uma reflexão profunda para que a identidade de cada edifício da cidade não seja perdida e seja possível transpor para o futuro um conjunto de mensagens que não devem desaparecer”, refere.

Na opinião do também professor universitário, as intervenções que têm sido levadas a cabo não chegam para revitalizar o centro da cidade, pois, no seu entender, só é possível reabilitar as cidades com pessoas.

“É necessário que as escolas profissionais e superiores apresentem propostas de revitalização e restauro de espaços, o que necessariamente reactivará outros organismos e actividades comerciais”, sustenta.

De acordo com Joaquim Massena, as escolas conseguiriam, com um reduzido investimento, criar uma nova dinâmica nas pessoas e fazê-las ver e sentir a cidade com gosto e empatia.

O arquitecto defende também a instalação de algumas faculdades e centros de investigação no centro da cidade, que trariam consigo outras actividades secundárias e terciárias, as quais obrigariam à construção de pequenos parques de estacionamento gratuitos espalhados pelo centro.

“Para que as pessoas deixem de precisar do carro, é necessário reabilitar as infra-estruturas residenciais no centro histórico, nomeadamente os locais de trabalho, cultura, ensino e lazer, de forma a permitir-lhes criar o tempo necessário para estarem juntas e prescindir do automóvel”, afirma

Massena propõe a construção de muitos e pequenos parques de estacionamento, nos espaços já impermeabilizados da cidade, com um ou dois pisos e cerca de três metros de pé direito, dadas as “implicações ecológicas gravíssimas” acarretadas por escavações mais profundas.

Também as margens do Douro deveriam ser revitalizadas através de ligações inter e intra margens e de um conjunto de actividades náuticas ligadas ao recreio, como a vela e a canoagem, que promoveriam outras indústrias náuticas, afirma o arquitecto.

Recorde-se que Joaquim Massena é o autor do projecto de reabilitação do Mercado do Bolhão aprovado em 1998 pela Câmara Municipal do Porto e pelo Ministério da Cultura, e se destaca por fomentar o diálogo e a participação da comunidade nos seus vários projectos.

Massena foi ainda o impulsionador do movimento cívico de defesa e preservação dos bens humanos e culturais, dedicando mais de um ano a diversas acções cívicas que envolveram a participação de mais de 50 mil pessoas pela defesa da não demolição do Mercado do Bolhão.»


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