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  Cultura
Corrupção em Angola?
«Isso não é problema»

- 17-Jun-2010 - 17:11


A garantia foi hoje dada pelo embaixador angolano em Lisboa, para quem o governo está a combater esse “vício”

O embaixador angolano, José Marcos Barrica, garante que a corrupção em Angola não será um problema para os investidores estrangeiros no país e relembrou que o Governo está a trabalhar para acabar com esse “vício”.


“A corrupção não vai perturbar o investimento, nem tão pouco a função social desse investimento”, disse o diplomata.

José Marcos Barrica falava à margem do “Access Africa Fórum”, que termina hoje em Lisboa e que pretende fomentar os laços comerciais entre os EUA e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), aproveitando Portugal e as suas ligações empresariais como plataforma para parcerias empresariais tripartidas.

Afirmando que a corrupção é um “vício” decorrente do período de instabilidade que o país atravessou, o embaixador angolano disse que “há muita vontade política para se eliminar este mal” e lembrou que o Governo tem em marcha o programa “Tolerância Zero” à corrupção.

O embaixador dos EUA em Angola, Dan Mozena, garantiu na quarta-feira no “Acess África Fórum” que Angola tem um grande potencial de investimento, mas alertou para a corrupção existente.

“A corrupção é real e é um desafio, mas as empresas norte-americanas podem e devem competir”, sublinhou.

José Marcos Barrica disse hoje que o Estado angolano tem medidas para proteger e garantir o investimento estrangeiro em Angola.

Na sua intervenção no fórum, o diplomata recordou que Angola e os EUA são parceiros de longa data, em particular no sector petrolífero, e desafiou as empresas norte-americanas a investirem noutras áreas.

Recorde-se que as explorações petrolíferas norte-americanas na colónia angolana de Cabinda chegaram a ter protecção militar de tropas cubanas.

“Estamos a dar prioridade a sectores directamente ligados às infraestruturas e à agricultura, este último porque joga no combate à fome. Tudo isto no âmbito da diversificação da nossa economia para fugirmos um bocado à dependência excessiva da chamada economia mineral, que é o petróleo diamantes e gás”, indicou o embaixador.

Sublinhando que se vivem em Angola tempos de “imensas oportunidades e investimentos”, o diplomata disse ainda que Luanda está aberta ao investimento directo.

O “Access África Fórum” é organizado pela embaixada dos EUA em Lisboa, pela Câmara de Comércio Norte-Americana em Portugal e pelas Câmaras de Comércio Portugal-Angola, Portugal-Cabo Verde e Portugal-Moçambique.

Tráfico de seres humanos

Entretanto, no país real, o ministro do Interior angolano, Roberto Leal Monteiro ‘Ngongo’, admitiu hoje em Luanda existirem indícios de tráfico de seres humanos no país, onde recentemente foi descoberto num bairro de Luanda um bordel de prostitutas vietnamitas.

Roberto Leal Monteiro ‘Ngongo’ disse que as mulheres vietnamitas, cujo número não foi revelado, foram já expulsas para o seu país de origem.

O governante adiantou que mulheres brasileiras e chinesas também estão a entrar em Angola para ser utilizadas como prostitutas.

“Há indícios e nós estamos a trabalhar no sentido de encontrar de facto essa realidade. Não há nenhum país que não seja vulnerável a esse tipo de práticas”, disse o ministro em declarações à Rádio Nacional de Angola, acrescentando que a polícia deve combater o fenómeno “com medidas enérgicas”.

“Nós temos que estar à frente, não podemos estar atrás, não temos que reagir, mas sim agir e prevenir o crime”, frisou Roberto Leal Monteiro ‘Ngongo’.

Um relatório deste ano do Departamento de Estado norte-americano indica que Angola, que figura no nível dois dos países não cumpridores de padrões mínimos, mas empenhados no combate ao fenómeno, “está a servir como destino e fonte do tráfico de seres humanos”.

O relatório cita o caso de imigrantes congoleses sujeitos a trabalhos forçados e a prostituição nas zonas diamantíferas e de crianças utilizadas para traficar bens na fronteira com a Namíbia.

No documento, que reconhece os esforços feitos pelas autoridades antes e durante o Campeonato Africano de Futebol, que Angola albergou este ano, para o combate ao fenómeno, foram criticados por “nenhum traficante ter sido condenado e o apoio às vítimas ter sido escasso”.

De acordo com o relatório, o tráfico de mulheres e crianças para o exterior tem como destino países vizinhos e europeus, sobretudo para Portugal.

Relativamente aos casos de envolvimentos de polícias na execução de delinquentes, Roberto Leal Monteiro ‘Ngongo’ afirmou que, maioritariamente, são elementos da direcção de investigação criminal.

O ministro justificou que esse procedimento não pode ser imputado à polícia, por não ser uma prática dos efectivos “cometer crime para combater o crime”.

“Temos estado a insistir muito para que seja dada prioridade aos casos de julgamento de agentes da polícia, porque de facto são aqueles que é preciso a população sentir que não é um desafio da polícia cometer crimes para combater o crime”, disse o ministro.

Como prevenção, a polícia está a realizar um estudo com o órgão de investigação criminal, onde se está a verificar que, grande parte dos polícias envolvidos em casos de crimes contra delinquentes são elementos da investigação criminal.

Outra preocupação manifestada pelo ministro está ligada ao aumento de casos de violação, principalmente contra menores, sendo urgente o início de um estudo para encontrar medidas que atenuem esse mal.


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