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  CPLP
«Cabinda é enorme vergonha
para Portugal, Angola e CPLP»

- 3-Aug-2010 - 22:17


Quem o diz é o jornalista angolano-português Orlando Castro, acrescentando que vergonha é algo que “há muito desapareceu dos bem nutridos aréopagos políticos da lusofonia”

Orlando Castro, autor do prefácio do livro de Francisco Luemba “O problema de Cabinda exposto e assumido à luz da verdade e da justiça” (obra considerada pelo regime de Angola como atentado à segurança do Estado), afirma em entrevista ao Notícias Lusófonas que “Angola está cada vez mais longe de ser um Estado de Direito”, exemplificando com “a farsa típica de uma ditadura que levou a que os quatro activistas de Cabinda julgados por suposto crime contra a segurança do Estado angolano, detidos desde Fevereiro deste ano, fossem hoje condenados a penas entre os três e os seis anos de cadeia.


Por Norberto Hossi

Notícias Lusófonas – Como comenta o julgamento que levou hoje à condenação do economista Belchior Lanso Tati (seis anos de cadeia), do padre Raul Tati (cinco anos), do advogado Francisco Luemba (outros cinco) e de Benjamim Fuca (três anos de prisão)?

Orlando Castro – Falar de farsa é uma forma benevolente para qualificar a prepotência ditatorial exercida pelo poder de Angola na sua colónia de Cabinda. Embora não sendo novidade, José Eduardo dos Santos coloca-se ao nível de Bokassa, Idi Amin, Mobutu, Robert Mugabe ou Teodoro Obiang. Ou seja, em Cabinda, como em Angola, todos os que pensam de forma diferente do MPLA são culpados até prova em contrário.

NL – Diz que tudo isto não é novidade?

OC – Claro que não é. Aliás, o regime angolano decreta aos seus inimigos (que são todos, repito, os que pensam de forma diferente) a sentença e só depois faz o julgamento. As condenações eram previsíveis, como previsível continuará a ser a tese angolana de usar a razão da força para calar a força da razão, custe o custar.

NL - Pensa que a comunidade internacional, nomeadamente a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), deveria fazer alguma coisa?

OC - É claro que devia. Mas o regime angolano goza de impunidade total porque, nesta como noutras questões, compra com o dinheito do petróleo (Cabinda representa cerca de 70 por cento da exploração de petróleo de Angola) tudo o que quer, seja silêncios, conivências, apoios, solidariedades e tudo o mais que se afigurar necessário.

NL – E Portugal...

OC – Portugal tem responsabilidades históricas ao nível do Direito Internacional para com Cabinda com quem, aliás, assinou tratados de protectorado. Mesmo assim, Lisboa faz tudo o que Luanda determina, estando-se nas tintas, entre outros execráveis exemplos, para as violações dos direitos humanos e para a corrupção, que reinam em Angola. Mais uma vez o que conta é o petróleo, a economia.

NL – Mas na recente cimeira da CPLP diz-se que o presidente português, Cavaco Silva, terá falado com José Eduardo dos Santos sobre Cabinda?

OC – Tenho dúvidas. Creio mesmo que nem sequer em pensamento isso terá acontecido. A forma subserviente, mais do governo português do que do seu presidente, como Portugal se relaciona com Angola mostra ao mundo que o regime do MPLA tem um enorme poder junto da antiga potência colonial.

NL – E a CPLP?

OC – A CPLP é algo que não existe. Como diz Vasco Graça Moura, a a CPLP é uma espécie de organização fantasma, “que não serve para rigorosamente nada”, a não ser “ocupar gente desocupada”. E assim sendo, e porque assim é de facto, a organização lusófona também faz o que os seus dois únicos donos, o Brasil e Angola, querem que se faça. Aliás, se todos os membros da organização tivessem de cumprir os seus estatutos no que às regras da democracia e do Estado de Direito respeita, Angola certamente não faria parte.

NL – Regressemos a Cabinda. Porque razão a Imprensa portuguesa é tão parca a falar do assunto?

OC – É que se em Angola falar de Cabinda, sem ser pela cartilha do MPLA, é algo que pode ser considerado crime contra a segurança do Estado, em Portugal não é muito diferente. Os donos dos jornalistas e os donos dos donos dos jornalistas têm em muitos casos (não em todos, felizmente) negócios com o Estado português que, por sua vez, tem negócios com o Estado angolano. Ora, dizer em Portugal algo que desagrade a Luanda pode significar, não um crime contra a segurança do Estado que pode dar cadeia, mas o desemprego. E já lá vai o tempo em que os jornalistas tinham como missão prioritária dar voz a quem a não tinha...

NL – Então não vê solução, pacífica, para Cabinda?

OC - Vejo. Acredito que mesmo dentro do MPLA há muito boa gente que não concorda com a tese do “quero, posso, mando e compro” que é defendida com unhas e dentes por José Eduardo dos Santos. Além disso, tenho a plena convicção de que só é derrotado quem deixa de lutar. E não creio que alguma vez os cabindas deixem de lutar. Aliás, como diz o padre Casimiro Congo, os cabindas poderão estar de joelhos perante Deus, mas perante os homens estarão sempre de pé.


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