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  Entrevista
Mari Alkatiri acusa Maggiolo Gouveia de ser o culpado do holocausto timorense
- 19-Aug-2003 - 12:24

O primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, acusou hoje directamente Maggiolo Gouveia de ter iniciado a guerra civil que conduziu ao "holocausto" em Timor-Leste e lamentou que o governo português lhe tenha feito um funeral com honras militares.


Por António Sampaio
da Agência Lusa

Numa entrevista à Agência Lusa, e na primeira reacção oficial do governo timorense e da FRETILIN à polémica, Mari Alkatiri nega igualmente que o militar português tenha sido executado por ordens directas do partido.

"Eu não queria de forma alguma ingerir-me nisso mas não compreendo como uma pessoa que tenha renunciado à sua condição de militar e tenha participado tão activamente num conflito, tenha iniciado o conflito que conduziu Timor-Leste para uma situação de holocausto, durante 24 anos, possa hoje em dia ser quase considerado um herói nacional", afirmou Mari Alkatari à Lusa em Díli.

"O governo português deveria ter procurado mais informações sobre a situação", sustentou.

Mari Alkatiri crítica abertamente Maggiolo Correia, cujos restos mortais foram sepultados segunda-feira em Mação, atribuindo-lhe responsabilidade directa pela guerra civil e subsequente violência em Timor-Leste.

"Na altura era chefe da polícia em Timor-Leste e foi praticamente com o seu apoio que a guerra começou em Timor-Leste.

Abriu as portas da sede da polícia e entregou-se às forças da UDT", afirmou.

"Foi capturado (pela Fretilin) quanto tentava entrar para a intendência, já sob controlo da FRETILIN, em Taibessi", referiu, aludindo à declaração lida por Maggiolo Gouveia "a 12 ou 13 de Agosto" de 1975 em que este "renunciava à sua condição de militar português para aderir ao movimento da UDT contra a FRETILIN".

Ainda que afirme "discordar da forma como foi morto", Mari Alkatiri considera que isso não invalida que as honras de que foi alvo na segunda-feira sejam incompreensíveis.

"O facto de ter renunciado à sua condição de militar português, de ter iniciado uma guerra que trouxe para Timor-Leste grandes e elevados sacrifícios onde quase 300 mil pessoas morreram e agora é sepultado com todas as honras militares, é algo que pura e simplesmente não compreendo", afirmou.

Questionado pela agência Lusa sobre as condições em que morreu e se a sua execução foi ordenada pela liderança da FRETILIN, Mari Alkatiri garante que as instruções "foram totalmente contrárias".

"De modo algum. As ordens do Comité Central foram claras, desde Díli: abram as prisões e perguntem quem quer acompanhar as forças da FRETILIN que acompanhe, quem não quiser que se renda aos indonésios", disse.

"A ordem foi feita antes da minha saída daqui, sabia-se que a invasão estava para dias. A ordem foi dada claramente, as prisões seriam abertas e as pessoas escolheriam. A ordem terá sido dada a 2 ou 3 de Dezembro", explicou.

Para Mari Alkatiri, a explicação da execução do militar português deve-se a "ódios pessoais", naturais tanto pelo papel de Maggiolo Gouveia no conflito como pela natureza "confusa" do próprio conflito em Timor-Leste.

"Já disse qual foi o papel do Maggiolo e isso criou ódios pessoais. Nessa altura já tinha havido outros mortos, por causa de uma guerra que ele também iniciou e, às vezes, numa guerra onde a FRETILIN não tinha forças armadas, herdou forças do exército português, tinha que armar mais de 20 mil pessoas em menos de um mês, o controlo não é fácil", argumentou.

Mari Alkatiri afirma não haver informações precisas sobre os autores da execução, que considera terem já falecido, referindo, no entanto, que uma das teorias até lhe imputada directamente a responsabilidade.

"Até houve uma notícia a dizer que tinha sido eu. Só se tivesse uma pontaria para, de Maputo, acertar aqui na cabeça do Maggiolo em Aileu", diz Alkatiri que partiu de Timor-Leste três dias antes da invasão indonésia, a 04 de Dezembro de 1975.

Maggiolo Gouveia foi executado na vila de Aileu, a sul de Díli, nos últimos dias de Dezembro desse ano, já depois da invasão indonésia, que ocorreu no sétimo dia do mês.

Instado a comentar recentes revelações publicadas no diário Público, que citava um alegado participante na execução, que por sua vez considerava que um dos que ordenou a morte estaria ainda vivo, o chefe do governo timorense pede "provas".

"Então que se identifique claramente quem é esse autor e quem é a figura de renome. Se estiver viva não deve estar em Timor-Leste. O que sei é que as pessoas que realmente participaram na execução já estão mortos", considerou.

Apesar da sua posição sobre o passado de Maggiolo Gouveia, Mari Alkatiri referiu que o governo timorense envidou todos os esforços para apoiar as tentativas da família exumar os restos mortais.

"Por razões humanitárias, naturalmente que o governo de Timor- Leste tudo fez para facilitar a transladação dos seus restos mortais para Portugal. É um direito da sua família", afirmou.

A polémica à volta das honras militares dadas a Maggiolo Gouveia tem sido um tema de algum debate em Timor-Leste, onde Mari Alkatiri regressou hoje depois de uma visita à Nova Zelândia.


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