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  Cultura
Cultura para os portugueses é... televisão
- 18-Sep-2003 - 11:31

Portugal é dos países europeus que mais investe em cultura, com 1,2 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) ou 1.325 milhões de euros, segundo dados de 1999.


Este crescimento tem vindo a ocorrer todos os anos, desde 1990, a uma média de 14 por cento ao ano, o que torna Portugal o único país europeu sem quebra de investimento desde 1996.

Estes números fazem parte da publicação do INE (Instituto Nacional de Estatística) "Portugal Social", que traça a evolução do país na última década.

De acordo com a publicação, as administrações públicas gastaram em cultura, no ano de 1999, 130 euros por pessoa, contra os 61 euros que tinham gasto em 1992.

As Câmaras foram o tipo de administração que registou um maior aumento de investimento na cultura, mas também as famílias, que desde 1995 vêm a gastar cada vez mais dinheiro neste sector, cultura e lazer.

Segundo o INE, em 2001 as famílias portuguesas gastaram cerca de 5.152 milhões de euros em cultura e lazer. No ano 2000, cada agregado investiu em média 663 euros, o que corresponde a 4,8 por cento das despesas médias anuais, contra os 484 euros de 1995.

O cinema é uma das actividades culturais preferidas dos portugueses, com uma adesão que tem vindo a crescer desde 1995. Em 2001 foram feitas 450.201 sessões de cinema, contra apenas 7.203 de teatro, 3.020 de concertos e bailados e 114 sessões de ópera.

Ainda assim, em todos os casos se tem registado aumentos de espectadores de ano para ano. No caso da ópera, os 15 mil espectadores de 1990 passaram para 135 mil em 2001. Muito longe dos 19.469.000 espectadores de cinema em 2001.

Em relação a museus, 70 por cento dos portugueses não visitaram um que fosse em 1999. Em 2001 os museus registaram um número total de 8.556.042 visitas.

Pior se passa com as bibliotecas. Em 1999 só 15 por cento da população foi pelo menos uma vez a uma. Portugal tinha, em 2001, 1.912 bibliotecas, um crescimento de 48 por cento em relação a 1990.

A razão é explicada também pelas estatísticas, que indicam que os portugueses são dos europeus que menos lêem.

Segundo a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros), que cita dados da Federação dos Editores Europeus (2001), enquanto em Portugal 41,5 por cento da população tinha lido um livro nos últimos 12 meses, em Itália, 51,3 por cento das pessoas fizeram o mesmo. No Reino Unido, a percentagem atingia os 90 por cento.

A Itália é o país mais próximo de Portugal, mas as estatísticas italianas não incluem os livros escolares, como no caso português.

Então o que lêem os portugueses? O INE responde: jornais e revistas. Em 1999 havia 58 por cento dos portugueses a ler jornais e 54 por cento revistas. Livros era uma prática de 31 por cento (um número abaixo do referido pela APEL) e destes a esmagadora maioria com a leitura de um a cinco livros por ano.

Em 2000, a revista com maior tiragem média era a "Roda dos Milhões", seguida da "Maria", e nos jornais semanários destacam-se o "Expresso" e "O Crime".

Quando os portugueses são interrogados sobre as razões de não lerem respondem que não têm tempo mas sobretudo respondem que não têm interesse, uma confissão de 34 por cento em relação aos jornais, 38 por cento em relação a revistas e 21 por cento em relação a livros.

Perante estes números uma pergunta se impõe. Como passam os portugueses os tempos livres? A fazer desporto não, porque, segundo o INE, 74 por cento não praticava qualquer desporto em 1999.

A fazer férias também não. Porque em 2001 apenas 37,3 por cento da população com 15 e mais anos gozou férias, a esmagadora maioria (89,4 por cento) em Portugal e por curtos períodos.

A leitura das estatísticas do INE dá a resposta: os portugueses passam o tempo livre a ver televisão, a jantar fora com a família e fazer visitas a amigos.

Jantar fora com familiares e amigos foi uma prática escolhida por 73 por cento da população num inquérito feito em 1999, e visitar ou receber visitas recebeu a preferência de 91 por cento.

Quanto à outra preferência, o mesmo inquérito à Ocupação de Tempo, de 1999, indica que 97 por cento da população vê televisão, 85 por cento destes diariamente.

Há pelo menos uma televisão em 97 por cento das casas portuguesas, abrangendo 99 por cento da população, sendo que o vídeo equipa metade dos lares e o computador 21 por cento.

Os dados do INE não indicam o tipo de revista mais lida, mas não seria de estranhar que fossem as que divulgam a programação televisiva.


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