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  Entrevista
Telejornais com bolinha?
- 26-Sep-2003 - 14:17

A bolinha vermelha que geralmente é exibida em programas televisivos com carácter obsceno - qualquer que ele seja - não se destinam a proibir as pessoas de os visionarem, mas sim a alertar quem os vê que se sujeita a assistir a cenas menos próprias.
"Tire-me isso daqui antes que eu parta essa merda" não é nada que toda a gente não ouça todos os dias entre energúmenos e arruaceiros com quem se cruza nas ruas, nos bares ou nos cafés das nossas cidades ou que até vê nas notícias.

É assim. Não devia ser, mas é natural entre gente que não teve educação, provem de famílias problemáticas, apanhou "porrada", saiu da escola antes de completar a 3ª classe para ir trabalhar...

"Tire-me isso daqui antes que eu parta essa merda" é, portanto uma frase normal entre o nosso povo e, como tal, nem merece reparo.

Mas quando um telejornal mostra o senhor presidente do Tribunal da Relação de Lisboa dizer, durante uma cerimónia comemorativa dos 170 anos da independência da justiça face ao poder político a uma jornalista que para o acto foi convidada e, naturalmente, o pretendia entrevistar, "tire-me isso daqui antes que eu parta essa merda" e "não quero ser filmado" então esse telejornal devia ter bolinha.

Não para proibir as pessoas de verem o telejornal, mas para as alertar com a maior veemência possível para aquilo que estavam a presenciar. Para as alertar para o facto de que o autor de semelhante frase era um Magistrado da Nação. Num país democrático. Com um sistema judicial acima de qualquer suspeita.
A bolinha aqui teria o efeito "don't try to do this at home", que é como quem diz em português: "lá porque o senhor desembargador disse não quer dizer que seja correcto".
Essa bolinha teria também o efeito de levar as pessoas a quererem seguir os efeitos de tão grave atitude. Levá-las-ia, certamente a estar com atenção aos noticiários seguintes para ver o senhor em questão pedir desculpas pela atitude que tomou, ou a demitir-se com dignidade, ou a tomar conhecimento das sanções de que foi alvo, ou a tomar conhecimento das medidas tomadas por mais altos Magistrados da Nação.

As pessoas ficavam, assim, com a certeza de que um senhor que tem o poder para julgar outras pessoas o faz com toda a ponderação, comedimento, educação, sem irrascibilidade... enfim, com Justiça.

Não havendo bolinha, então o Presidente da República que aconselhou os Juíses a agir com "os olhos vendados", poderia agora, ao menos, vir dizer ao zé povinho para ver os telejornais de ouvidos tapados.


António J. Ribeiro

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