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  Cultura
Ministro de Angola lamenta que CPLP não seja comunidade de escritores
- 8-Oct-2003 - 16:17

O ministro da Cultura de Angola lamentou hoje que a comunidade de língua portuguesa não seja ainda uma comunidade de escritores, considerando a diplomacia cultural um marco importante nas relações entre o seu país e Portugal.


Boaventura Cardoso falava à Agência Lusa à margem do Congresso Internacional de Literaturas Africanas (em Língua Portuguesa), que começou hoje em Coimbra.

"Ainda não é, lamentavelmente, uma comunidade de escritores", admitiu, ressalvando tratar-se de uma posição mais na qualidade de escritor do que na de ministro.

Para o governante angolano, que falou numa sessão de homenagem a Agostinho Neto e Vasco Cabral, "seria bom que no âmbito da comunidade de língua portuguesa houvesse algo que unisse mais os escritores" dos países que a compõem.

Congressos e publicações comuns seriam, na sua óptica, algumas das formas de preencher aquela lacuna.

Falando ainda à margem do encontro, que termina sábado, Boaventura Cardoso considerou a diplomacia cultural "um marco muito importante nas relações entre Angola e Portugal".

O governante angolano sublinhou que "as literaturas africanas de língua portuguesa tiveram um papel fundamental na libertação dos (respectivos) povos".

Vasco Cabral, escritor, estadista e lutador pela libertação do seu país (Guiné-Bissau), disse que o seu primeiro acto de libertação foi ter saído da barriga da mãe e, ao longo da vida, a sua primeira preocupação foi "não sentir amarras".

Referindo o conjunto de valores que escolheu para a vida - a liberdade, paz, democracia - Vasco Cabral garantiu que "fará combate em qualquer parte do mundo onde há luta, homens oprimidos".

A doença do pai ("o primeiro médico da Guiné-Bissau africano") trouxe-o aos oito anos para Portugal, onde estudou e participou em vários manifestos contra o fascismo, tendo diversas participações em congressos no estrangeiro (como o Congresso dos Povos para a Paz, em 1952, na Áustria).

"Fui para a política por razões de justiça, não de interesse político", frisou, depois de enumerar os diversos cargos que ocupou no seu país, nomeadamente o de ministro (de várias áreas) e de vice- presidente da República. Na mesma sessão, Agostinho Neto (Angola) foi recordado como "um combatente sem tréguas contra o colonialismo português", por Maria Eugénia Neto, viúva do estadista.

Já a filha, Irene Neto, evocou o pai enquanto homem com uma "dedicação intensa, quase feroz, aos seus ideais", postura que "criou nos filhos reacções estranhas", nomeadamente nela a "necessidade de exclusividade e de atenção", disse.

Na abertura do congresso, a presidente da Sociedade de Língua Portuguesa, Elsa Santos, lamentou a falta de apoios ao encontro, realizado com "inúmeras dificuldades", situação que obrigou a que "a maior parte dos congressistas se tenham deslocado à sua custa".

Elsa Santos criticou a "perspectiva pouco sábia de, em altura de contenção de despesas, a cultura ser sempre relegada pelos poderes públicos para último lugar".

O Congresso Internacional de Literaturas Africanas (Língua Portuguesa): Cinco Povos Cinco Nações é organizado pelo Instituto de Língua e Literatura Portuguesas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Sociedade Portuguesa e GIRAFA (grupo informal de investigação e Reconhecimento da África Antiga e Actual).


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