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  Cultura
Xanana Gusmão e Morais Sarmento analisam pós-missão da ONU
- 10-Nov-2003 - 22:23

Nuno de Morais Sarmento e Xanana Gusmão analisaram hoje o papel de Portugal depois do final do mandato da actual missão da ONU, com o primeiro a vincar a disponibilidade portuguesa para apoiar eventuais pedidos timorenses.


O encontro do ministro da Presidência português e do presidente da República, que decorreu no Palácio das Cinzas em Díli, marcou o início de uma série de contactos que Morais Sarmento tem agendados com as autoridades timorenses.

A dominar parte da agenda desses encontros, além da questão do apoio continuado e multifacetado de Portugal à reintrodução da língua portuguesa em Timor-Leste, continua a questão da participação portuguesa - ao nível bilateral e multilateral - no apoio ao país depois de Maio de 2004.

Em declarações aos jornalistas, Xanana Gusmão disse ter analisado com Morais Sarmento a situação actual e, especialmente, o futuro do apoio português.

"Expus as nossas preocupações, quer em termos de segurança quer em termos de relações internacionais, pedindo a Portugal o cometimento que tem vindo a ser demonstrado até agora", disse, recordando que 40 por cento do apoio externo português vem para Timor-Leste.

O líder timorense assinalou que uma eventual presença militar ou policial portuguesa em Timor-Leste, depois da actual missão da ONU, dependerá "dos contactos em curso", quer ao nível do governo quer das próprias Nações
Unidas.

"É uma questão que compete ao governo", afirmou.

Para Xanana Gusmão, o apoio português a Timor-Leste pode igualmente passar por acções de Lisboa junto de estruturas internacionais, como é o caso da União Europeia.

Morais Sarmento, por seu lado, frisou também que Portugal e Timor-Leste ainda estão numa fase de avaliação e de consultas sobre eventuais acções concretas no futuro pós-UNMISET.

"No quadro desta presença multilateral que hoje existe e que está a ser objecto de reavaliação por parte das autoridades timorenses, das Nações Unidas e dos países directamente envolvidos, estamos disponíveis para continuar a colaborar para a segurança e para garantir o futuro de Timor-Leste", disse.

No que toca à questão complexa da reintrodução da língua portuguesa em Timor-Leste, Xanana Gusmão admitiu haver alguma resistência a esse processo, voltando, no entanto, a defendê-lo como um aspecto inerente à afirmação da identidade timorense.

"A língua portuguesa é parte da nossa identidade. Se não tivéssemos tido a presença portuguesa aqui não teríamos sido independentes, teríamos sido parte da Indonésia", sublinhou.

"Não é saudosismo. Se falássemos indonésio não seríamos nós próprios. Porque não falamos algo que nos identifica de Timor Ocidental, das ilhas ao norte daqui?", comentou.

Como exemplo deu o caso das províncias indonésias de Aceh e de Irian Jaya que, ao contrário de Timor-Leste, têm laços culturais e históricos com a Indonésia que, apesar das grandes diferenças relativamente ao resto do arquipélago, as impedem de ser independentes.

"Sei que para muita gente que não fala português há alguma resistência. Ainda bem que estive preso sete anos para aprender o indonésio, senão também não gostaria do indonésio", observou.

"É uma questão de insistência, de perseverança naquilo que é melhor para nós", vincou.

Durante o encontro, Morais Sarmento ofereceu a Xanana Gusmão um trabalho do artista português Pedro Proença e duas colecções oficiais de moedas, a primeira das novas denominações de Timor-Leste, cunhadas pela Imprensa Nacional Casa da Moeda e a segunda do euro usado em Portugal.

Além dos encontros oficiais, o governante português teve hoje oportunidade de visitar as instalações da RTP e da Agência Lusa em Díli.

Na delegação da agência Lusa, o governante timorense foi informado do trabalho que o órgão de informação português tem vindo a desenvolver em Timor-Leste desde 1999.

Além da cobertura informativa quase diária e de um conjunto de acções de apoio aos órgãos de imprensa timorenses, a Agência Lusa mantém um dos arquivos documentais mais detalhados de todo o período da transição de Timor-Leste para a independência.


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