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«Nova estratégia para combater a droga deve incluir o álcool»
- 12-Dec-2003 - 18:12

O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), Fernando Negrão, defendeu hoje uma nova estratégia para o sector, que passe a incluir substâncias lícitas, designadamente o álcool e alguns medicamentos.


"Costumo até dizer que temos de deixar de falar em drogas ilícitas e lícitas e falar antes em dependências, porque se a cannabis é um problema de grande preocupação, ou a cocaína ou o ecstasy, o álcool não é o menos", disse Fernando Negrão em entrevista à agência Lusa.

No dia em que o IDT lançou o relatório anual de 2002 sobre "A situação do país em matéria de drogas e toxicodependência", Fernando Negrão realçou que "é preciso mudar de estratégia e é decisivo começar- se a falar de não só de drogas ilícitas mas também de drogas lícitas", entre elas o álcool, o tabaco e medicamentos como os ansiolíticos.

Para o juiz que preside ao IDT (organismo tutelado pelo Ministério da Saúde, que coordena o combate à toxicodependência), tem de haver no futuro uma mudança de estratégia para não se repetir o erro cometido em relação à heroína, em que o Estado começou a actuar "tarde" e, por isso, todo o investimento teve de ser canalizado para o tratamento", e não para a prevenção.

"Temos que evitar isso no que diz respeito às novas drogas, como temos de incluir o álcool nesta política, porque há mais mortes devido ao alcoolismo do em consequência das drogas ilícitas, com a diferença que o ruído provocado pelas mortes com drogas ilícitas é muito superior ao ruído provocado pelo álcool, que normalmente está associada à violência conjugal, à violência a menores e por aí adiante, uma coisa muito silenciada", sublinhou.

O presidente do IDT, e que já dirigiu a Polícia Judiciária, anunciou que no próximo ano será avaliada a actuação que tem sido seguida (Horizonte 2004) e definida a nova estratégia para os próximos anos, onde quer ver incluídas também substâncias lícitas como o álcool, o tabaco e alguns medicamentos.

Segundo Fernando Negrão, em Janeiro será publicado um relatório sobre consumo de droga em meio escolar e que, pela primeira vez em Portugal, fala também de álcool, tabaco "e nos famosos ansiolíticos", que são uma "outra preocupação", uma vez que nos últimos anos o seu consumo "tem disparado de uma forma quase alucinante".

"Há em Portugal uma cultura de toxicodependência que está a ser alimentada. Toda a gente toma comprimidos por tudo e por nada. Há que ter algum cuidado e fazer alguma pedagogia nesta área", salientou.

Analisando a evolução dos últimos anos, o presidente do IDT reconhece que o panorama da toxicodependência em Portugal "ainda é negro", mas que começam a surgir sinais de algum abrandamento em áreas complicadas como o consumo de heroína ou em relação a doenças infecto- contagiosas.

"Estamos a começar a fazer o caminho da diminuição do número de dependentes da heroína pela primeira vez. Isto é resultado do trabalho dos técnicos, principalmente, e agora começa-se a ver", afirmou, salientando que, pela primeira vez, no que diz respeito aos toxicodependentes, "o número de infectados com VIH está estabilizado e a começar a fazer o trajecto da diminuição".

"E isto tem várias razões: A primeira tem a ver com o facto de terem diminuído o número de primeiras consultas de heroinómanos e aumentado o número de consultas de seguimento, o que é revelador do envelhecimento da população dependente de heroína", acrescentou.

Também pela primeira vez, no espaço de uma década, o volume de heroína apreendida em Portugal em 2002 foi inferior ao de cannabis.

"E outra circunstância que leva a esta conclusão é o facto de, também pela primeira vez, no número de mortes relacionadas com a droga, a heroína não está em primeiro lugar. Temos efectivamente uma diminuição da circulação da heroína e um envelhecimento desta população", referiu, sublinhando que estes indicadores levam a poder afirmar que se vai "começar a fazer o número do decréscimo".

"Agora não podemos baixar os braços nem desinvestir no que temos feito em relação à heroína, porque ainda somos o segundo país da Europa com maior número de consumidores problemáticos (toxicodependentes, praticamente de heroína), admitiu.

Apesar deste abrandamento, Fernando Negrão afirmou que os dados expressos no relatório criam alguma preocupação em relação ao crescimento do consumo de outras drogas, como cannabis (haxixe ou erva) ou o ecstasy.

"Traz-nos sinais de preocupação, uma vez que outra das ideias de força deste relatório é que, embora no que diga respeito às outras drogas todas nós tenhamos consumos muito abaixo da média dos outros países da UE, estamos a fazer o mesmo trajecto que eles: estamos a subir (os consumos) e tem havido subidas muito importantes na cocaína, no ecstasy e na cannabis", designadamente entre uma população cada vez mais jovem, referiu.

Quanto à prevalência do VIH entre a população toxicodependente (em que Portugal é o segundo país da UE com maior incidência, a seguir à Espanha), Fernando Negrão sublinhou que "começa a haver um decréscimo" nesta tendência.

"Tudo indica que vamos começar a fazer a curva descendente, até no que diz respeito ao HIV, porque diminuiu de forma considerável o número de consumidores por via injectável", declarou.


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