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  Entrevista
Todos devem participar num momento histórico, apela ONU
- 19-Mar-2004 - 15:05

As Nações Unidas apelaram hoje aos guineenses, em geral, e aos políticos, em particular, para que respondam "positivamente" ao "momento histórico" por que o país vai passar a 28 deste mês, com as eleições legislativas.


Por José Sousa Dias
da Agência Lusa

Numa entrevista à Agência Lusa, o representante especial do secretário-geral da ONU para a Guiné-Bissau, David Stephen, sublinhou que o país só terá a ganhar com uma resposta maciça da população, lembrando que a comunidade internacional está disposta a ajudar no pós- votação.

"A 28 deste mês, os olhos de todo o mundo estarão postos na Guiné-Bissau. Haverá um grupo de observadores internacionais, entre 80 a 100, que, esperamos, no dia seguinte, possa comunicar que as eleições foram justas, livres e transparentes", afirmou.

David Stephen, britânico nascido em Londres, adiantou que, assim que houver um governo "legitimado" pela votação, há toda a disponibilidade da comunidade internacional, nomeadamente das Nações Unidas, para ajudar os guineenses a falar de apoios financeiros.

O responsável pelo Gabinete das Nações Unidas na Guiné-Bissau (UNOGBIS) sublinhou, contudo, que há "perigos" no processo eleitoral, uma vez que está consciente de que "há alguns que podem não aceitar os resultados" da votação.

"Há o perigo de alguns não aceitarem os resultados. O povo irá pronunciar-se e é evidente que nem todos podem ganhar. Quando falamos de ganhar, temos de falar com muita delicadeza, porque, em termos de um sistema democrático, é evidente que alguém ganha quando tem mais votos e que, por isso, quer formar governo", declarou.

"A oposição tem uma função constitucional no sistema. O governo terá de respeitar a oposição e a oposição terá de actuar dentro dos limites da lei. Assim, falar de perdedores, de ganhadores, é um pouco perigoso. Todos têm de se preparar ou para formar governo ou para formar oposição, para encorajar ou criticar, mas sobretudo para pensar no país", sustentou David Stephen.

No seu entender, os esforços feitos pelas autoridades de transição da Guiné-Bissau têm sido "bastante positivos", provando que estão, aos poucos, a ganhar novamente o respeito dos seus parceiros.

David Stephen destacou os "méritos" da governação do executivo de transição, uma vez que demonstrou que se pode trabalhar em conjunto e obter consensos, sendo essas, disse, "as vantagens de um esforço nacional".

Questionado pela Lusa sobre se não é cedo realizar a votação, o diplomata britânico reconheceu que a situação "não é das melhores", mas sublinhou que a Guiné-Bissau tem paz e que é "extraordinário" que os guineenses falem entre si e não se agridam.

"A comunidade internacional espera somente que haja um governo legítimo. A União Europeia (UE), que é o principal parceiro multilateral da Guiné-Bissau, está à espera de um novo governo. Os Estados Unidos também. Depois das eleições, vão regressar. São as regras do actual sistema político internacional", defendeu.

"Os guineenses vão eleger um governo que vai poder fazer mais que o governo de transição, que terá legitimidade para dialogar com mais autoridades do sistema internacional", acrescentou.

Para David Stephen, o que interessa à ONU não são os resultados das eleições, mas sim que elas sejam "livres e justas". Também não tem, reconheceu, uma ideia clara sobre quem vai vencer a votação.

Instado pela Lusa sobre se existem golpes de Estado bons ou maus, David Stephen voltou a lembrar que existem regras no sistema político internacional.

"Mudar um governo pela força não pode ser tolerado. Essa é a posição da comunidade internacional e das Nações Unidas. Por isso, não posso dizer que há golpes de Estado bons ou maus", respondeu.

"Mas, na Guiné-Bissau, temos de ter em conta que existe uma evolução muito positiva da situação. Há consensos e, com as eleições, haverá legitimidade democrática. Todos estes passos têm sido admirados pelo mundo", frisou.

David Stephen, que chegou a Bissau em Fevereiro de 2002, admitiu, por outro lado, a possibilidade de o mandato da UNOGBIS ser prorrogado por mais um ano, uma vez que o processo de transição guineense acabará com as eleições presidenciais de Março de 2005.

"O actual mandato expira em Novembro deste ano, mas tudo dependerá da vontade do novo governo guineense, pois estamos aqui como convidados do executivo para ajudar no processo de transição", concluiu.


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