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  Entrevista
Comissão propõe redução de 20 a 30% de efectivos Forças Armadas
- 26-Oct-2004 - 18:58


Os cerca de 5.000 efectivos que, segundo os dados oficiais, integram actualmente as Forças Armadas da Guiné-Bissau devem ser reduzidos em 20 ou 30 por cento, indicou hoje fonte militar guineense, citando um relatório oficial.


Segundo o director-geral da Produção e Modernização das Forças Armadas guineenses, Abel da Silva Lopes, a recomendação está contida no "Memorando sobre a Situação Geral das Forças Armadas da Guiné- Bissau", subintitulado "Propostas de Soluções e Necessidades Imediatas".

O relatório, elaborado na semana passada por peritos militares da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e do Ministério da Defesa guineense, sustenta que o governo de Bissau não está em condições de suportar tantos efectivos nos quartéis e que é necessário, por via disso, redimensionar as Forças Armadas.

"É recomendada a redução em 20 ou 30 por cento do total dos efectivos, bem como a diminuição do total dos quartéis, pois são 24 em todo o país, e a proposta aponta para um número não superior a dez", afirmou Silva Lopes, numa entrevista à Agência Lusa e à RDPÁfrica.

A "rede" de quartéis e unidades militares na Guiné-Bissau data do período colonial e foi construída com base nas necessidades do exército português, lembrou.

"Hoje em dia, os tempos são outros e há a necessidade de redimensioná-los e adequá-los à realidade do país", afirmou.

O documento, sublinhou Silva Lopes, será entregue quarta-feira ao ministro da Defesa guineense, Daniel Gomes, que o remeterá, depois, ao governo que, por sua vez, o submeterá à comunidade internacional para um eventual financiamento.

Silva Lopes não adiantou os montantes em causa, sublinhando que cabe ao ministro fazê-lo, e o importante é proceder a uma reforma profunda nas estruturas das Forças Armadas, quer a nível de recursos humanos quer materiais.

"Neste momento, temos quartéis a mais, onde a situação é precária e desumana. Aliás, com os efectivos que temos, esses quartéis são também demais para tão poucos militares", sublinhou, negando que as Forças Armadas incluam cerca de 30.000 efectivos, tal como tem sido referido publicamente.

Noutra vertente, o relatório, segundo Silva Lopes, recomenda que, em tempo de paz, os militares devem apoiar outras actividades, de índole civil, nomeadamente criar condições para a auto-suficiência alimentar dos quartéis.

"A proposta sustenta que os militares devem apostar na agricultura. Entre 1980 e 1985, os militares produziam, nos campos, cerca de duas toneladas de arroz e só consumiam cerca de 950 quilogramas. Havia um excedente que era aproveitado para mobilizar recursos internos", lembrou Silva Lopes.

Nesse sentido, acrescentou, o relatório defende que os efectivos, além da agricultura, poderão também dedicar parte do seu tempo à pecuária, à criação de gado, "investindo assim naquilo a que poderemos chamar produção militar".

"Dessa forma, o governo ficaria livre desse ónus e ficaria garantida a alimentação dos soldados nos quartéis", acrescentou.

O documento foi elaborado ao longo de uma semana por uma equipa de peritos militares da CPLP, que integrou o coronel brasileiro Mena Barreto e os tenentes-coronéis português Hermínio Teodoro Mayo e cabo-verdiano Júlio César Monteiro.

Da parte guineense, foi integrada pelo próprio Silva Lopes, e por vários militares ligados ao Ministério da Defesa e ao Estado-Maior das Forças Armadas.

Sexta-feira, em declarações à Lusa, o coronel brasileiro Mena Barreto já havia levantado o véu em relação ao relatório, que foi entregue também ao secretário executivo da CPLP, Luís Fonseca.

Na ocasião, Mena Barreto indicou que a reforma das Forças Armadas guineenses passa por seis vectores essenciais:

redimensionamento do total de efectivos, formação, reinserção dos desmobilizados na vida civil, recuperação dos quartéis, novo sistema de pagamento dos salários e alimentação de qualidade.


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